sábado, 29 de abril de 2023

Fidjo Magoado



 Fidjo Magoado é uma morna de Jota Monte que eu ouço de vez em quando interpretada magnificamente em piano pelo Chico Serra. Depois de a ter na memória, resolvi fazer um ensaio em que pela 1ª vez a toquei em acordeon. Claro que não está perfeita... Um dia talvez a grave depois de a trabalhar. Como toco raramente e os anos vão passando a correr, não deitei fora o registo para o poder enviar para os meus familiares e amigos...com um

abraço. 


Faro, 23 de Abril de 2013 

Marinela St. Aubyn


https://youtu.be/fhRJkhM_xuM

terça-feira, 28 de junho de 2022


Uma pérola do cofre de Octávio Sérgio 

 "Fado do 5° Ano Médico de 1926" - Áudio do programa Serenata de Coimbra, RTP 1965

Foto da serenata 

Registo do áudio cedido por Octávio Sérgio 

Canta António Bernardino

António Portugal (g)

Octávio Sérgio (g)

Rui Pato (v)

Música de Álvaro Teixeira Lopes

Letra - (2ª quadra) de António Correia de Oliveira


https://youtu.be/RYuItUMR4tk

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Paz Monteiro -"Xandinha" e a República "Os Lysos"

https://youtu.be/KNrh4va2-n0 

 Zé da Paz, José da Paz Monteiro, engenheiro de minas, foi um dos fundadores da república dos LYSOS. Cantava mornas com uma voz maravilhosa. Deixou um disco gravado com quatro temas, sendo um deles a linda "Xandinha" (1964). Este vídeo pretende ser uma homenagem a Zé da Paz e uma recordação para os seus companheiros e amigos Lysos. O áudio que encontrei para editar este trabalho não tem boa qualidade. Precisava de um tratamento com um programa próprio que não tenho para melhorar um pouco o som. Peço aos meus amigos que me desculpem. Termino com um texto que se seleccionei no livro "A Real República dos LYSOS Retratos de Vida" 1959 - 2019. "Embora sempre fisicamente instalada na cidade do Porto e prestes a celebrar o seu Quinto Milenário, podemos afirmar que foi fundada em Coimbra. Aqui, durante o ano lectivo de 1958/59, surgiu a ideia e a decisão da sua fundação, quando um grupo que nesse ano terminava os Preparatórios de Engenharia na Faculdade de Ciências ou o Bacharelato na Escola Superior de Farmacia e que, forçosamente, tinha que mudar de Universidade - deixando Coimbra - para findar as respectivas licenciaturas, concluiu que, só numa República, poderia continuar a usufruir das vivências que aqui havia experimentado e que eram paradigma desta Academia. Assim se materializou esta República regida, intramuros, por principios e regras transpostos de Coimbra. As suas raízes ficaram simbolicamente gravadas no seu brasão com a inclusão, no mesmo, do conhecido perfil da "Alma Mater Conimbrigensis"". 

Marinela St.Aubyn

quinta-feira, 2 de junho de 2022

O Portugal dos anos quarenta

 O Portugal dos anos quarenta


Uma grande amiga minha contou-me ontem esta história:

"O meu pai, como sabes, era veterinário em Gouveia, no início dos anos quarenta. Às vezes levava um de nós (filhos) quando tinha de ir a cavalo por caminhos difíceis fazer tratamentos a animais. Fazia-o porque sabia quanto gostávamos de ir com ele na garupa do cavalo.

Um dia levou-me até à casa de um homem que tinha uma vaca com dificuldades no parto. Depois de terminado o seu trabalho, teve de entrar em casa do dono da vaca, onde este tinha um alguidar para o meu pai se lavar. Entretanto, enquanto se lavava, estranhou ouvir gemidos que vinham de outra divisão da casa e quis saber o que se passava e quem estava doente. Então a mulher do dono da vaca respondeu-lhe, com ar muito triste: "É um dos nossos filhos que está muito mal." Perguntou-lhe o meu pai: "Então e não chamam um médico para o observar e tratar?" Ao que a mulher respondeu: "Senhor doutor, nós somos muito pobrezinhos. Como precisávamos de o chamar por causa da vaca, ficámos sem dinheiro para tratar o nosso filho." Claro que o meu pai ficou muito chocado e disse-lhes que em primeiro lugar estava o tratamento de um filho e não o de um animal. Mais chocado ficou quando a mãe do rapaz doente lhe respondeu:"Nós temos doze filhos. Se a vaca não se salvar, morremos todos à fome. Se morrer um dos nossos filhos e a vaca se salvar, conseguimos viver com menos um filho. Não tinhamos outra escolha."

 O meu pai ficou indignado e comovido com tanta miséria e sofrimento. Não só nada lhes cobrou, como lhes deixou dinheiro para medicamentos para a vaca e prometeu-lhes chamar um médico amigo que não lhes cobraria nada e trataria o rapaz doente, o que aconteceu. Esse medico, que também tinha onze filhos, não só tratou o rapaz de graça como lhes deu dinheiro para os medicamentos."

Era assim o Portugal desses tempos

Hoje, por ser o dia mundial da pobreza, entendi que seria importante contar este triste episódio.

Termino acrescentando que esse veterinário, amigo e compadre do meu pai, foi, pouco depois, proibido de exercer a sua profissão, tendo ido para Moçambique, onde foi jornalista. Conseguiu criar os filhos, porque a mulher tinha alguns rendimentos. Um dos filhos formou-se em Económico-Financeiras, outro chegou a ser juiz do Supremo, outra, professora. Na mesma altura que ele foi castigado, o meu pai, seu compadre, "teve de pedir a demissão" do cargo de gerente do Grémio de Industriais de Lanifícios da Beira Alta e foi proibido de ser funcionário público ou professor, mesmo do ensino particular.

E a minha amiga terminou dizendo-me: "Sabes, os nossos pais tiveram sorte em não serem presos. Um grande amigo comum que era médico (não o médico dos onze filhos) e deputado da AN, opôs-se a essa ordem e conseguiu livrá-los de serem presos."


Escrevi isto num rompante de revolta, directamente para o telemóvel, pelo que peço que me desculpem a escrita pouco cuidada ou com erros.

Marinela St.Aubyn

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Zeca Afonso ao vivo - Fevereiro de 1980

"Se voaras mais ao perto" Letra e música de Zeca Afonso Zeca Afonso ao vivo no programa da RTP "Sheiks com Cobertura", de Fevereiro de 1980. Publicado por Marinela St. Aubyn em homenagem a José Afonso, em 2 de Agosto de 2020, data em que ele faria 91 anos.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

Concerto no Coliseu dos Recreios a 29/03/1974

A última grande manifestação cultural de massas do tempo da ditadura aconteceu em Lisboa, a 29 de Março de 1974. Na véspera, Marcello Caetano dirigira aos telespectadores mais uma (a última) das suas «Conversas em Família» [1]. À noite, o Coliseu dos Recreios abriu as portas para o primeiro e o mais histórico dos encontros ao vivo da música portuguesa. Organizado pela Casa da Imprensa, marcou de forma inequívoca o fim próximo do regime. José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire, Fausto, José Jorge Letria, Carlos Paredes, Fernando Tordo, José Barata-Moura, Ary dos Santos e Vitorino são os nomes principais da ”festa”, autorizada depois de algumas diligências nada fáceis por parte da Casa da Imprensa.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Contos velhinhos - "40 anos no canto e na guitarra"




Uma relíquia! Seis dos melhores do fado de Coimbra!
"Contos Velhinhos" - António Bernardino
Guitarras: António Portugal, Pinho Brojo
Violas: Aurélio dos Reis, Rui Pato, Luís Filipe Roxo
Gravado no Teatro Avenida - Coimbra
Novembro de 1992

domingo, 16 de junho de 2019

"Fado dos Olhos Claros" - Filmado em Cabo Verde com jovens da Secção de ...



"Fado Dos Olhos Claros" de Edmundo de Bettencourt (letra) e Mário Faria da Fonseca (música)
Cantor - Manuel Pinheiro
Guitarras de Coimbra - Emanuel Nogueira e Ricardo Silva
Guitarra clássica - João Freitas
Momento num jantar de confraternização de Antigos Estudantes de Coimbra na Praia - Cabo Verde em 12/01/2019

Vila de Fornos David Correia e António Grosso Correia



Comemoração do Dia do Estudante de Coimbra/Tomada da Bastilha II
Teatro Gil Vicente, em Coimbra - 4/4/2019
Participação da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra do Algarve - "Filhos da Madrugada"

"Fado dos Passarinhos" - voz de Nuno Oliveira



"FADO DOS PASSARINHOS" (1918)
Música de António Paulo Menano (1895-1969) e quadras de autor desconhecido.
Por enquanto, publico este apontamento, até ter acesso a um filme com belíssima qualidade...
Num concerto na bela Igreja da Misericórdia - Tavira - 17/05/2019
Canta: Nuno Oliveira
Naipe de cordas:
Octávio Sérgio (g) e Rui Pato (v), elementos do Grupo "Raízes de Coimbra",  com Orlando Almeida (g) e Alexis Simões (v).