Boas Festas e Bom Ano Novo a toda a minha família e amigos, com música e imagens de Cabo Verde, essa terra tão simpática que sabe festejar com tanta alegria a passagem de ano.
A música, "Boas Festas", é do Conjunto "Voz de Cabo Verde". O solo de clarinete é de Luís Morais, um grande e saudoso músico, já falecido.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
COIMBRA, SEMPRE BELA!
Aproveitando um trabalho que me enviou um amigo, juntei umas fotos tiradas em Outubro, durante os dias da minha estadia em Coimbra, e fiz este slidecast. (Para ler o texto de alguns diapositivos, convém parar a apresentação e depois voltar a clicar na seta verde, para continuar.)
TEMAS MUSICAIS:
1º - Romance Nº1, de Carlos Paredes
1ªguitarra-Bruno Costa
viola-Nuno Botelho
2º - Coimbra
Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra
3º - Balada da Despedida do 6º ano Médico de 1958, de Fernando Machado Soares
1ªguitarra-Octávio Sérgio
2ªguitarra-Tiago Henriques da Cunha
viola-Luís Ferreirinha
TEMAS MUSICAIS:
1º - Romance Nº1, de Carlos Paredes
1ªguitarra-Bruno Costa
viola-Nuno Botelho
2º - Coimbra
Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra
3º - Balada da Despedida do 6º ano Médico de 1958, de Fernando Machado Soares
1ªguitarra-Octávio Sérgio
2ªguitarra-Tiago Henriques da Cunha
viola-Luís Ferreirinha
An Evening with Friedrich Gulda (em clavicórdio e piano)
*** MUSICAL HOLIDAY GIFTS TO MARINELA FROM PIANO STREET ***
In a live recording from the Amerikahaus, Munich, Friedrich Gulda reveals the versatility of his keyboard playing. On the clavichord he plays three preludes and fugues from Bach’s Well-Tempered Clavier (in A minor BWV 889, in C major BWV 846, in A flat major BWV 886) on the piano; his own re-working of Schubert’s song Der Wanderer, ending with Debussy’s Reflets dans l’eau and a selection of his own compositions.
The titles of the pieces in the above video
Bach: Prelude & Fugue WTC II no 20
Bach: Prelude & Fugue WTC I no 1
Bach: Prelude & Fugue WTC II no 17
Schubert: Der Wanderer
Debussy: Reflets dans l’eau
In a live recording from the Amerikahaus, Munich, Friedrich Gulda reveals the versatility of his keyboard playing. On the clavichord he plays three preludes and fugues from Bach’s Well-Tempered Clavier (in A minor BWV 889, in C major BWV 846, in A flat major BWV 886) on the piano; his own re-working of Schubert’s song Der Wanderer, ending with Debussy’s Reflets dans l’eau and a selection of his own compositions.
The titles of the pieces in the above video
Bach: Prelude & Fugue WTC II no 20
Bach: Prelude & Fugue WTC I no 1
Bach: Prelude & Fugue WTC II no 17
Schubert: Der Wanderer
Debussy: Reflets dans l’eau
sábado, 26 de dezembro de 2009
No Coliseu_"A MORTE SAIU À RUA"_JOSÉ AFONSO
ZECA, O GRANDE, O INCOMPARÁVEL, O ETERNO!!!
"FEITICEIRA"_Grupo de Fados dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra
"Feiticeira" foi primeiro fado que aprendi a cantar, com pouco mais de 3 anos, acompanhada à guitarra pelo meu pai. Porque é um fado bonito, com uma poesia tão singela, e porque faz parte da minha infância, escolhi-o entre tantos outros, lindíssimos, do CD 100 Anos_Fado de Coimbra que me foi oferecido por Octávio Sérgio.
Grupo de Fados dos AOUC

Este fado (de 1941) é da autoria de Ângelo Vieira Araújo, nascido em S. João da Madeira em 1919. Foi largamente divulgado por Manuel Julião nos anos 40 e também celebrizado por Alberto Ribeiro, no filme "Capas Negras" (1947).
Grupo de Fados dos AOUC
Este fado (de 1941) é da autoria de Ângelo Vieira Araújo, nascido em S. João da Madeira em 1919. Foi largamente divulgado por Manuel Julião nos anos 40 e também celebrizado por Alberto Ribeiro, no filme "Capas Negras" (1947).
"VERDEANINHA", de Manuel de Novas
Ainda a propósito da "morna ",ou do" fado "," Verdeaninha "é uma das muitas mornas da minha eleição.
O seu autor é Manuel de Jesus Lopes, ou "Manuel de Novas", alcunha que lhe valeu o facto de andar embarcado no navio "Novas de Alegria", donde lhe veio o amor pela música, a aprendizagem e a fonte da inspiração para compor. Como ele se autodefine, "é um trovador popular, conhecido dentro e fora do seu país, que ama sua terra e o seu povo".
Tem 130 composições, 80 das quais, gravadas em disco por vários intérpretes e orquestras.
Manuel de Novas

O seu autor é Manuel de Jesus Lopes, ou "Manuel de Novas", alcunha que lhe valeu o facto de andar embarcado no navio "Novas de Alegria", donde lhe veio o amor pela música, a aprendizagem e a fonte da inspiração para compor. Como ele se autodefine, "é um trovador popular, conhecido dentro e fora do seu país, que ama sua terra e o seu povo".
Tem 130 composições, 80 das quais, gravadas em disco por vários intérpretes e orquestras.
Manuel de Novas
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Voar até à Lua com Diana Krall
Deixemo-nos de tristezas, voemos até à Lua e preparemo-nos para entrar no novo ano com o espírito da festa e do sonho. Pois não é o sonho que comanda a vida? E eu agora quero ir até à Lua, quero voar ao som do Jazz, da voz quente da Diana Krall, ou ao som duma coladera, ou duma guitarrada e, por que não, de uma serenata bem sentida, quero levar os meus Amigos todos, sem falhar nenhum, fazer um piquenique lá em cima, cantar, tocar e dançar até cair de cansaço, adormecer e sonhar que não estava a sonhar...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
"Canção com Lágrimas", de Adriano Correia de Oliveira_Arranjo e interpretação de Frias Gonçalves
Frias Gonçalves
As palavras, dispensa-as, a guitarra parece que está a chorar ", lavada em lágrimas" ...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
"Ondas Sagradas do Tejo"_Morna de B. Léza, o trovador das Ilhas de Cabo Verde
Mariza e Tito Paris. Duas expressões do fado? Duas expressões da morna? Que maravilha de melodia e de interpretações! Que vozes fantásticas!
Excelente interpretação de Lura, uma talentosa cantora cabo-verdiana
Um estilo menos conhecido da música cabo-verdiana, mais típico da Ilha de Santiago, quer na melodia e ritmo, quer no crioulo característico dessa região. Um grito de revolta das gentes duma ilha onde se fez sentir, com maior incidência, a escravatura.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
"NATAL À GUITARRA PORTUGUESA"_ORQUESTRA DOS ANTIGOS TUNOS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Natal, Boas Festas para os meus Amigos e Memórias
O Natal e as Recordações
View more presentations from Marinela St. Aubyn.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Três guitarras de Carlos Paredes foram entregues à cidade onde o artista nasceu
Três das nove guitarras de Carlos Paredes (algumas herdadas de seu pai, Artur Paredes) foram doadas por ele à cidade de Coimbra. As guitarras, construídas pela família Grácio entre 1962 e 1967, foram entregues numa cerimónia que teve lugar no passado dia 18 no Museu Municipal no Edifício Chiado e não serão só mero objecto de exposição. " A palavra vida em tons de música" ganhou sentido com o momento musical, que abrilhantou o evento, pelos guitarristas Octávio Sérgio e Bruno Costa, acompanhados pela guitarra clássica de Nuno Botelho.
Esta notícia encontra-se desenvolvida no Blog "Guitarras de Coimbra III".
domingo, 13 de dezembro de 2009
O Holy Night_Orquestra dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Quando eu for grande...
Já não ia a Coimbra há largos anos. Algumas redordações de episódios dolorosos impediam a vontade e a decisão de voltar à minha segunda terra, onde fiz os dois últimos anos de liceu no Infanta Dona Maria e o curso na Faculdade de Ciências. Até que há dias, de repente, largámos o Sul para ir até terras da Beira. E lá fomos abraçar a família, encontrar alguns amigos das aventuras musicais, do Orfeão e da Tuna e, claro, visitar a minha amiga Ruth. E lá encontrámos a nossa amiga, empunhando a bandeira da força e do amor à vida, uma grande lutadora que a idade não vence. Estava à nossa espera à porta de casa, com aquele porte nobre, que nem a bengala que usa consegue derrotar. Já lá vão oito décadas e tal de vida, mas ninguém diria. (Malange, Luanda, em quantas estações cruzámos as vidas!) Sempre transmitindo aquela alegria, tratando por tu o sofrimento. Teve sete filhos, alguns já partiram, cedo demais. Netos e bisnetos já são dezassete ou dezoito. Mas lá vive no seu apartamento decorado com bom gosto, sozinha com a sua amiga Nikita, uma simpática cadela cega, que faz companhia e guarda à sua dona nos seus passeios diários.
Quando eu for grande, quero ser como a minha amiga Ruth.
Quando eu for grande, quero ser como a minha amiga Ruth.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Antigos Tunos festejam hoje "Bodas de Prata" com Gala, no Teatro Gil Vicente, em Coimbra
TANGO FIRE - La Cumparsita
No sarau das "Bodas de Prata" actuam diversos grupos e orquestras que compõem a AATUC.
É com saudade que recordo os tempos em que pertenci à Orquestra de Tangos da Tuna que aqui evoco, publicando esta interpretação de música e dança em sua homenagem.
No sarau das "Bodas de Prata" actuam diversos grupos e orquestras que compõem a AATUC.
É com saudade que recordo os tempos em que pertenci à Orquestra de Tangos da Tuna que aqui evoco, publicando esta interpretação de música e dança em sua homenagem.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Exaltação
MÁRIO ROVIRA no Fado Exaltação, poema de MIGUEL TORGA
Música de JOÃO BRANCO
Construcão do vídeo: PEDRO FLAVIANO
João Branco
Raízes de Coimbra
Venha
Venha uma pura alegria
Que não tenha
Nem a senha
Nem o dia
Abra-se a porta da vida
Sem se perguntar quem é
E cada qual que decida
Se quer a alma aquecida
No lume da nova fé.
Venha
Venha um sol que ninguém tenha
No seu coração gelado
Venha
Uma fogueira da lenha
De todo o tempo passado
Miguel Torga
Que me perdoe o Pedro Flaviano, mas não resisto a publicar este vídeo e o poema. O autor da música, João Branco, é um grande amigo dos meus tempos de juventude,
Joel Xavier
O Eléctrico

Colinas
Um grande talento, um inovador que interpreta o fado de forma "jazística".
Um grande talento, um inovador que interpreta o fado de forma "jazística".
Os Vá-de-Viró desejam Boas Festas e ... do Algarve enviam um presente.
Natal todo o Ano!
Cliquem no mp3 Janeiras, chamem a família e toca a cantar...
Janeiras (Algarve) à moda dos Vá-de-Viró
Esta noite é de Janeiras,
E é de grandes merecimentos. BIS
Por ser a noite primeira,
Passou Deus tantos tormentos. BIS
Tormentos que Deus passou,
Foi porque os quis passare. BIS
Suas carnes lhe cortaram,
Suas carnes deixou cortare. BIS
Seu sangue lhe derramaram,
Seu sangue d'xou derramare. BIS
Essas três pingas de sangue,
quem nas pudesse alcançare. BIS
Da promeira fez o pão,
Oh, que sagrado manjare. BIS
E as outras que lhe ficaram
É pra todos nós salvare. BIS
As Janeiras não se cantam
Mas nós vimo-las cantare. BIS
Pedindo anos melhorados
E longa vida gozare. BIS
Recebi esta linda e singela mensagem dos Vá-de-Viró e não resisti a publicá-la.
Marinela

Cliquem no mp3 Janeiras, chamem a família e toca a cantar...
Janeiras (Algarve) à moda dos Vá-de-Viró
Esta noite é de Janeiras,
E é de grandes merecimentos. BIS
Por ser a noite primeira,
Passou Deus tantos tormentos. BIS
Tormentos que Deus passou,
Foi porque os quis passare. BIS
Suas carnes lhe cortaram,
Suas carnes deixou cortare. BIS
Seu sangue lhe derramaram,
Seu sangue d'xou derramare. BIS
Essas três pingas de sangue,
quem nas pudesse alcançare. BIS
Da promeira fez o pão,
Oh, que sagrado manjare. BIS
E as outras que lhe ficaram
É pra todos nós salvare. BIS
As Janeiras não se cantam
Mas nós vimo-las cantare. BIS
Pedindo anos melhorados
E longa vida gozare. BIS
Recebi esta linda e singela mensagem dos Vá-de-Viró e não resisti a publicá-la.
Marinela
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Migó Barreiros, artista multifacetada
"A Migó do Dar-De-Vaia" é uma artista multifacetada. Tem uma bela voz, uma das melhores do grupo Dar-De-Vaia. É uma talentosa decoradora. Desde muito cedo revelou uma natureza criativa que acabou por pôr em prática na loja que tem, em parceria, com sua cunhada, Helena Belchior. Estas duas amigas receberam em 2008, em Madrid, entre 300 participantes de todo o mundo, o prémio "SIA", Natal 2008.
É da Migó a voz que ouvimos em "Dona Mariana", que canta uma lenda algarvia, música tradicional desta região.
É da Migó a voz que ouvimos em "Dona Mariana", que canta uma lenda algarvia, música tradicional desta região.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Richard Galliano & French Touch Quartet - Laurita - Chivas Jazz Festival - SP - 2004
Directv music hall - SP/Brasil - 2004
Richard Galliano & French Touch Quartet
Richard Galliano - acordeon
Joel Xavier - guitarra
Jean Philippe Viret - baixo
Jean Luc Danna - bateria
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O Natal na loja da Migó
O Natal está à porta
Na nossa casa a festa de Natal começa a ser preparada com mais de um mês de antecedência.
Este ano, o presépio e a árvore de Natal já estão a tomar forma. Entretanto, vão sendo retocados de acordo com o desenrolar da imaginação.
A massa dos bolos de mel (receita da família), depois de amassada e pronta, repousa 5 dias, findos os quais, é disposta em formas, enfeitada, repousa assim mais um dia e vai, finalmente, ao forno para assar.
A bola de carne já está preparada há vários dias e guardada na arca frigorífica para ser assada no dia 24.
Não vou revelar já todos os pratos e sobremesas que tradicionalmente preparamos. Apenas mostro umas imagens de alguns indícios natalicios que começam a despertar o encantamento das crianças que vão aprendendo a subtrair e a contar de 24 para trás. E chovem as perguntas: Ó Vó, já falaste com o Pai Natal? Ó Vô, o Pai Natal já te disse que presentes eu vou ter? Quantos sonhos vislumbramos nos seus olhos curiosos e brilhantes de felicidade!
Os bolos de mel
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O 1º de Dezembro em 1957
Em 1957, fomos incumbidos, eu e o meu colega António, de fazer, cada um de nós, um discurso alusivo ao 1º de Dezembro, num espectáculo que o nosso Colégio Dr. Simões Pereira, em Seia, reslizava no Cine-Teatro da vila. Do meu discurso, sobrou uma minúscula gravação numa fita que está danificada e, só por milagre, poderei recuperar. O meu amigo Toninho, menos confiante nas novas tecnologias da época, guardou o texto que escreveu para ler nesse sarau. Não consigo resistir a publicar, pelo menos a primeira e a última página, de seis, desse seu discurso, tão puro e cheio de sonho e patriotismo, aliás qualidades que mantém ainda hoje e que esculpiram uma pessoa encantadora.
Acrescento ainda que enquanto eu ainda tive uns lamirés do meu pai que, prendendo-me as mãos atrás das costas, me falou meia hora sobre a efeméride e depois me disse "Agora podes escrever um resumo sobre o que te falei", o Toninho, momentos antes de entrar em cena, foi abordado pela Directora do Colégio que lhe perguntou "Alguém lhe corrigiu o texto, menino?". "Não", respondeu. Então, alarmada, pegando nas suas folhas, rabiscou umas notas que faziam falta (referentes apenas ao protocolo), mas não teve tempo para mais nada. E ficou assim mesmo como estava. E era uma maravilha! Já então despontava um talento para a escrita.
Do meu discurso só me lembro que tinha uma quadra satírica que eu esperava fazer provocar uma reacção hilariante da plateia, mas que não alterou o profundo silêncio com que me escutavam.
A quadra era:
"Viva El Rei D. Henrique
No Inferno muitos anos
Pois deixou em testamento
Portugal aos Castelhanos. "
Seguem-se então as duas páginas do discurso do Toninho.
Acrescento ainda que enquanto eu ainda tive uns lamirés do meu pai que, prendendo-me as mãos atrás das costas, me falou meia hora sobre a efeméride e depois me disse "Agora podes escrever um resumo sobre o que te falei", o Toninho, momentos antes de entrar em cena, foi abordado pela Directora do Colégio que lhe perguntou "Alguém lhe corrigiu o texto, menino?". "Não", respondeu. Então, alarmada, pegando nas suas folhas, rabiscou umas notas que faziam falta (referentes apenas ao protocolo), mas não teve tempo para mais nada. E ficou assim mesmo como estava. E era uma maravilha! Já então despontava um talento para a escrita.
Do meu discurso só me lembro que tinha uma quadra satírica que eu esperava fazer provocar uma reacção hilariante da plateia, mas que não alterou o profundo silêncio com que me escutavam.
A quadra era:
"Viva El Rei D. Henrique
No Inferno muitos anos
Pois deixou em testamento
Portugal aos Castelhanos. "
Seguem-se então as duas páginas do discurso do Toninho.
Marinela St. Aubyn
Um estudo sobre "Milonga del Angel" de Piazzolla
Um registo duma adaptação para acordeão e piano, de Adriano St. Aubyn, com base na interpretação do QUINTETO DE ASTOR PIAZZOLLA da peça "Milonga del Angel".
Em 1990, num concerto do Conservatório Regional do Algarve, interpretei a parte de acordeão desta adaptação, acompanhada ao piano pela minha professora, Daniela Marinova Bogdanova.
Não temos registos dessa actuação, mas guardei a partitura e a gravação em cassette da execução sugerida (interpretada por Adriano St. Aubyn).
Recordo com muito carinho e saudade esses momentos de felicidade que tive o privilégio de partilhar com uma grande artista, que nos deixou na flor da idade.
Marinela St. Aubyn
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Músicas de Filmes
The Godfather Theme Song
Benny Goodman & His Orchestra Sing Sing Sing (Swing Kids)
The Wizard of Oz Movie Theme Song_Over The Rainbow
Pinocchio - When You Wish Upon a Star
Wayne's World Theme Song_QUEEN
Schindler's List Theme Song
Benny Goodman & His Orchestra Sing Sing Sing (Swing Kids)
The Wizard of Oz Movie Theme Song_Over The Rainbow
Pinocchio - When You Wish Upon a Star
Wayne's World Theme Song_QUEEN
Schindler's List Theme Song
sábado, 28 de novembro de 2009
Duo Cordis_Variações em Si Menor, de Artur Paredes
"O piano de Paulo Figueiredo e a guitarra portuguesa de Bruno Costa cruzam-se com paixão e intensidade, mostrando, através de uma nova abordagem estética, facetas desconhecidas de alguns clássicos da guitarra de Coimbra.
É desta forma que os dois instrumentos se fundem num constante diálogo de cordas, divagando e explorando a riqueza harmónica e rítmica de peças de reconhecidos compositores. Aqui se revelam, compasso a compasso, no âmago de cada obra, novos e envolventes apelos.
No coração.
Com alma.
Para o espírito."
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Álbum "280 Anos Depois"_ Extractos das canções
GRUPO DE FADOS DA AATUC - RAÍZES DE COIMBRA
sábado, 21 de novembro de 2009
Concerto de alunos do Liceu no Teatro de Malange

Nos anos lectivos de 1968/69 e 1969/70 fui professora em Malange, uma cidade muito agradável, na Escola de Sá Viana Rebelo e no Liceu. Nesta cidade havia um grupo musical, formado por alunos do Liceu, que actuava frequentemente nas festas desta cidade. Por várias vezes me convidaram para tocar com eles. Normalmente tocava piano. Muito raramente tocava acordeão e, quando o fazia, era a solo. Esta foto foi tirada no Teatro de Malange, quando eu subi ao palco, atendendo a um pedido do grupo.
Marinela
Nem tudo foi mau! Curei-me e fui passar o Natal a casa.
Terminei o meu curso de Físico - Químicas em 1967. Podia ter sido em 1966, se a saúde o permitisse. Por azar, em 65/66, que deveria ter sido o último ano do curso, estive quase sempre doente, fazendo tratamentos de uma doença que não tinha e só mesmo perto dos exames da segunda época me diagnosticaram o verdadeiro mal, tendo então sido internada no Hospital da Universidade de Coimbra. Aí permaneci de Setembro a Dezembro, até poder ser operada a um rim. E foi no hospital que tive de dar os últimos retoques ao estudo das três disciplinas que, pela minha falta de saúde, se arrastaram para a segunda época. Consegui aprovação em duas. Na "disciplina de formatura", Análise Química Quantitativa , fiz a prova escrita sem grande dificuldade, mas tinha ainda uma prova prática e possivelmente uma prova oral. Como os meus médicos já não andavam nada contentes com o meu comportamento (estudo e saídas para fazer exames), pedi uma audiência ao professor, para saber, dada a minha situação, se valeria a pena fazer uma prova prática, que tinha uma duração de cerca de seis horas, o que para mim era mesmo muito prejudicial. O professor era o Dr. Vítor Crespo, que estava de partida para Moçambique. Recebeu-me, teve a gentileza de passar os olhos pelo meu teste e respondeu-me que estava razoável, pelo que não lhe parecia que devesse desistir de fazer a prova prática. E assim fiz. Mais um esforço, repreensões dos médicos, estudo às escondidas, mas apresentei-me na prova prática, aproveitando uma distracção do pessoal do Hospital. Fiz uma prova, de facto, com grande sacrifício e sofrimento. No final, pedi ao empregado do Laboratório de Química para me dizer se o resultado da experiência realizada estava dentro do intervalo estimado. Ele olhou disfarçadamente, foi consultar umas folhas e disse-me que sim. Saí cheia de esperança. Entretanto, o Dr. Crespo tinha partido para Moçambique, e veio substituí-lo o Dr. Redinha.
Passados uns dias, entraram no meu quarto as minhas duas amigas e colegas Celestina Carvalho e Margarida Jorge, que estavam, como eu, a fazer a mesma cadeira de formatura. Fiquei muito contente por virem visitar-me, mas notei qe estavam reservadas, diferentes. Percebi logo. Tirei-lhes as palavras da boca. Elas não escondiam a comoção, mas eu encorajei-as. Já tinha conseguido muito. Não havia problema. No ano seguinte faria uma cadeira sem dificuldade e até podia arranjar qualquer trabalho. Só precisava de ficar boa de saúde para poder ir para casa, para junto do Chico e do nosso filho Adriano, de dois anos, que já deviam estar a sentir muito a minha ausência. Mas ainda tive que aguentar até Dezembro.
Nem tudo foi mau. Eu curei-me e lá consegui ir passar o Natal a casa.
Marinela St. Aubyn
Passados uns dias, entraram no meu quarto as minhas duas amigas e colegas Celestina Carvalho e Margarida Jorge, que estavam, como eu, a fazer a mesma cadeira de formatura. Fiquei muito contente por virem visitar-me, mas notei qe estavam reservadas, diferentes. Percebi logo. Tirei-lhes as palavras da boca. Elas não escondiam a comoção, mas eu encorajei-as. Já tinha conseguido muito. Não havia problema. No ano seguinte faria uma cadeira sem dificuldade e até podia arranjar qualquer trabalho. Só precisava de ficar boa de saúde para poder ir para casa, para junto do Chico e do nosso filho Adriano, de dois anos, que já deviam estar a sentir muito a minha ausência. Mas ainda tive que aguentar até Dezembro.
Nem tudo foi mau. Eu curei-me e lá consegui ir passar o Natal a casa.
Marinela St. Aubyn
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Guerra Junqueiro, Português, Homem de Letras - Muito Actual !

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
Este texto foi-me enviado por email pelo meu amigo António Abrantes do Carmo
terça-feira, 17 de novembro de 2009
"LÁGRIMA"_Música de José Mesquita/Letra de Eugénio de Andrade/Canta:José Mesquita
Guitarra_Octávio Sérgio/Viola_António Sérgio/Arranjo_Octávio Sérgio

Subscrever:
Mensagens (Atom)








.jpg)
