quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bach. Cantata BWV 147. 1

Uma cantata de puro Bach dirigida pelo grande maestro Nikolaus Harnoncourt

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Dança Estival", de Francisco Filipe Martins (1998)


Mais uma composição de Francisco Martins, desta vez uma autêntica peça clássica para guitarra. A interpretação é de Francisco Martins, em guitarra de Coimbra, e de Rui Pato e Humberto Matias, em guitarra clássica.

CONJUNTOS ACADÉMICOS DA COIMBRA ANOS 60

Do blogue "Penedo d@ Saudade",

publicado

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011


Faz hoje duas semanas que faleceu o Zé Niza. A notícia atingiu-me, naquela manhã de sexta-feira, como uma pedrada que entra pela janela do carro. E enquanto o locutor resumia a sua vasta obra, o seu enorme talento de músico e compositor, a par de uma carreira multifacetada, da medicina à política, da gestão de programas de TV à produção discográfica, eu recordava a sua simplicidade e desprendimento, o contacto afável e a disponibilidade com que, na Coimbra dos anos 60, o Zé dava dicas aos músicos mais novos; ele, que era já um “senhor” na guitarra de jazz.

Estávamos em 1968/69. Os Álamos iam gravar dois singles de 45 rotações para a Sonoplay e precisavam de canções inéditas. Para um “conjunto yé-yé” à boa maneira da época, cantar em português cheirava a bafio, a pó de arroz, a “nacional cançonetismo”… O Chico Fininho estava ainda para nascer e o grande êxito dos Sheiks era o Missing You. Por isso, os temas seriam cantados em inglês. Mas tínhamos decidido que uma das faixas a gravar seria cantada simultaneamente em português e inglês, à maneira do Chove chuva do Sérgio Mendes & Brasil ‘66.

A música era do Rui Ressurreição e estava já pronta, depois de uma tarde passada a partir pedra na sala de ensaios que ocupávamos na ala nordeste da AAC. Faltava a letra e o Rui sugeriu que a pedíssemos ao Zé Niza ou à Isabel, sua mulher, cuja formação em germânicas facilitaria a escrita bi-lingue. Lá mais para a noite, estávamos no Mandarim, o café onde sempre poisávamos, numa das mesas debaixo das escadas que subiam ao andar de cima. Chega o Zé Niza, ouve o trautear da melodia – muito simples, como era timbre da época – pede-se um guardanapo ao Sô Talina e, enquanto se beberrica mais um fino, é esboçada a parte portuguesa da letra que viria depois a ser integrada pela Isabel e a receber o nome de Peter & Paul:

Eu não sei porquê

Não sabe ninguém
Se Pedro tem fome
Seu irmão não tem

Eu não sei porquê
Não sabe ninguém
Se Paulo tem casa
Seu irmão não tem


Completamente ao lado do que eram os standards de um conjunto yé-yé, mas perfeitamente alinhada com as preocupações de quem viria a escrever na sua autobiografia …agradeço à vida o que me deu. Não tenho livro de reclamações a não ser para lutar pelos direitos dos pobres, dos humildes e para que haja mais justiça e solidariedade em Portugal. Não há qualquer dúvida: Zé Niza era um produto da Coimbra solidária dos anos 60, da Coimbra onde germinou a canção de intervenção que viria a dar os seus frutos na década de 70.

O Zé Niza começou a acompanhar fado de Coimbra à viola, arte que trazia já de Santarém. Mas cedo resolveu experimentar a guitarra eléctrica, tendo fundado a Orquestra Ligeira do Orfeon Académico de Coimbra com o Rui Ressurreição – pianista, xilofonista e acordeonista de mão-cheia, que julgo ter tocado com o Sivuca – o Daniel Proença de Carvalho – contra-baixo, viola-baixo, que me lembro de ver num Sarau da Queima a cantar música mexicana no Trio Los Dos, assim chamado por haver sempre um que faltava aos espectáculos – o Joaquim Caixeiro na bateria e o Zé Cid como vocalista. Era um quinteto com o instrumental e o repertório típico da transição da década de 50 para a de 60. Interpretavam música brasileira, italiana, francesa, americana… Eram exímios nos arranjos vocais e muito bons a interpretar bossa-nova. Estávamos na época de O Pato e do Desafinado. Quanto ao Zé Cid, o único que viria a enveredar pelo profissionalismo, fora pouco antes pianista e vocalista dos Babies, conjunto do final da década de 50, precursor dos conjuntos académicos de Coimbra, que poderá ter sido a primeira banda rock portuguesa (vide foto logo abaixo).

Mais tarde, já sem o Zé Cid, os quatro instrumentistas da Ligeira do Orfeão formaram o Quarteto de Jazz do Orfeon. Mário Castrim, o verrinoso crítico televisivo, tentou deitá-los abaixo por não conceber um quarteto de jazz sem metais e com guitarra eléctrica, o que muito enfureceu o Zé Niza, que lhe remeteu de presente uma lista de consagrados quartetos de jazz com idêntica formação.

Ainda com a formação clássica dos conjuntos ligeiros – piano, contrabaixo, bateria, guitarra e vocalista – mas com malta uns anos mais nova e um repertório mais alegre, existiam Os Scoubidous. Estávamos na época do twist, rock e slow-rock, antes da hegemonia anglófona, ritmos que eles interpretavam na maravilha, nos seus smokings reluzentes, cheios de estilo. Começaram muito novos, ainda no liceu. Una zebra a pois foi o seu primeiro êxito. O grande maestro era o Tozé Albuquerque, o pianista. Tinham o Zé Tó à bateria, um tipo com ar de malandreco que usava uns óculos escuros estreitinhos, que viriam décadas mais tarde a ser copiados – estou certo – pelo Pedro Abrunhosa. No contrabaixo e acordeão eléctrico estava o meu colega de curso (em Coimbra e no Porto) António Santos Andrade, enquanto na guitarra eléctrica – de caixa semi-acústica, à Bill Haley – tocava o seu irmão Zé, que um belo dia foi proibido pelo clínico de fazer coros, abrindo-se ao Alberto “Pente” a oportunidade de entrar para o grupo e fazer depois uma perninha de saxofone. Deixei para o fim o vocalista, o Júlio Maia ou “Júlio Scoubidou”, brilhante a interpretar em qualquer língua. Talvez por ser aluno de Letras, tirava minuciosamente as letras das canções ao gira-discos, com uma trabalheira danada, sendo, porventura, o único vocalista daquela época que as não aldrabava. Estávamos no início dos anos 60 e só muito mais tarde os discos começaram a trazer consigo as letras.

Também com este tipo de instrumental clássico, lembro-me ainda do conjunto Os Alibábás, que tinha como mentor e baterista o Braga da Cruz.

Estávamos nisto quando surgem em Inglaterra The Shadows e Cliff Richard a tocar The Young Ones e, em França, Les Chats Sauvages com Est-ce que tu le sais e o Twist à Saint-Tropez. Foi a revolução! O piano tinha ido às malvas! O contrabaixo, atirado para o lixo, dava lugar à guitarra-baixo. Toda a força estava agora em 3 guitarras eléctricas, ora “rockeiras” ora roçando uma maviosidade piegas, sem caixa de ressonância (os “bacalhaus”), uma bateria e um vocalista. Quase em simultâneo apareciam The Beatles, com o mesmo instrumental mas onde a função do vocalista era desempenhada pelos três guitarras, que berravam, desalmadamente, yeah, yeah, yeah! Estávamos definitivamente no reino dos “conjuntos yé-yé”.

Coimbra não perde a oportunidade… e surgem Os Álamos, conjunto composto exclusivamente por universitários, com forte prevalência das Engenharias, que viria ser o conjunto de Coimbra mais disputado para tudo o que fosse baile por esse país fora, das passagens de ano aos carnavais e à Queima, dos finalistas de liceu aos bailes das faculdades, do Casino do Estoril ao Hotel Savoy na Madeira. Os Álamos duraram de 62/63 a 69, tendo conhecido mais do que uma formação-base. Com forte componente vocal nos seus arranjos musicais, eram especialmente dotados na música Beatle, mas tocavam tudo o que estivesse dar (desde que não fosse “nacional cançonetismo”), do slow para constituir família ao rock mais assanhado. Ainda que o primeiro disco tivesse saído mauzinho, eram um dos melhores conjuntos de baile portugueses, pedindo meças aos grupos profissionais com que alternavam.

A estrela do cartaz foi, até ser apanhado pela tropa, o Chico Faria, mais conhecido por “Chico dos Álamos” ou “Chico dos Milionários”, que, conforme dizia o Sô Chico, porteiro da Associação Académica, era o que tocava microfone; a forma como interpretava o I can’t stop loving you ainda hoje estará na memória de quantos iniciaram os seus namoros dançando ao som daquela música. No primeiro ano, o Chico deixava para um segundo vocalista, o Zé Gouveia, algumas das músicas em francês e italiano. Na bateria começou o Nuno Figueiredo, que abandonou o conjunto mais cedo por ter ido para o Técnico, entrando para o seu lugar o Zé Pereira, que com o Chico fazia a dupla dos mais brincalhões, armando histórias e barracadas por onde o conjunto passava. Nos 3 “bacalhaus” que, quando necessário, gingavam em palco à maneira dos Shadows, alinharam, anos a fio: como guitarra-solo o Phil Colaço, que ainda hoje se diverte a solar como o Hank Marvin; como guitarra-ritmo o Duarte Brás, açoriano dos Corsários das Ilhas, a quem o Chico também cedia o lugar em algumas músicas, que viria a formar o duo de música popular Duarte & Ciríaco; e o Zé Veloso que, por ter sido o último guitarra a chegar ao conjunto foi obrigado a aprender o ofício de guitarra-baixo e ainda tinha que “fazer as séries” (o alinhamento do espectáculo, como se diria hoje). Mas bem me vinguei deles ao assumir o difícil cargo de tesoureiro, uma espécie de ministro das finanças a quem cabia cortar nos vales de caixa e demais mordomias, já que a compra dos instrumentos e aparelhagens nos obrigou a vários e penosos anos de austeridade, sem “troika” ou “paitrocínio” que nos resgatasse.

Naturalmente, os Álamos não foram os únicos a aderir à moda das 3 guitarras, tendo aparecido outros mais, de que recordo: Os Lordes, onde o viola-ritmo era o Luís Requixa, meu companheiro nos Piratas da Praia de Mira, e o baterista era o Luisinho Monteiro; Os Pops, resultantes da fusão dos Lordes com os Protões, onde era viola-ritmo o Joca Colaço, que chegou a integrar os Álamos numa temporada de Verão na Madeira, e o viola-baixo era um tipo altíssimo, o Nando; mas recordo, sobretudo, Os Boys, que viriam a transformar-se em Hi-Fi, conjunto que, em determinada altura, se assumiu como “challenger” dos Álamos e com o qual mantínhamos uma saudável rivalidade.

Os Boys – cujo nome não tinha qualquer conotação pejorativa, já que à data nem partidos políticos existiam – tinham como ponto forte uma boa parte do repertório dos Shadows, graças ao virtuosismo do viola-solo Carlos Correia, mais conhecido por “Bóris”, que acompanhou o Zeca Afonso em vários discos. De início, o vocalista era o Victor Ferreira; e também o meu cunhado António Dias Figueiredo tocava harmónica em algumas músicas. Lá estavam o Xana Rebocho Vaz na guitarra-baixo, o Manecas na guitarra-ritmo e o Tonã Vieira Lima na bateria.

A malta dos Boys vivia na Cumeada, tal como eu. Ainda no liceu, sonhávamos com a possibilidade de vir a tocar em público. Numa bela noite, pelas fogueiras do S. João, ainda não havia Álamos nem Boys nem o mais que fosse, dei comigo a tocar meia dúzia de músicas com o Manecas, o Tonã e o Victor Ferreira no intervalo de um assim chamado “baile de sopeiras”, no campo de basket dos Olivais, donde só não fomos corridos porque, no meio da refrega, a música era o que menos interessava a quem se espremia na pista. Tocámos então com os instrumentos do conjunto de serviço – Ilídio Martins – que era o melhor conjunto futrica de Coimbra. Foi a primeira vez que o Tonã se sentou numa bateria…

Voltando aos Boys, de um ano para o outro apareceram transfigurados em Hi-Fi, a tocar de forma muito mais “profissional”, com novo baterista – António Freitas – e com a novidade de terem como vocalista uma rapariga – Ana Maria Delgado – coisa nunca vista no meio dos conjuntos yé-yé. A Ana Maria acabou por sair mas ainda gravaram em conjunto um 45 rotações com 4 faixas – todas em inglês, como não podia deixar de ser – disco que teve a colaboração do Rui Ressurreição (órgão e piano) e que ficou realmente muito bom.

Mas, assim como de súbito apareceram, de súbito acabaram. Eles e os demais conjuntos académicos dos anos 60 foram-se dissolvendo um após outro, à medida que os músicos iam acabando os seus cursos – ou eram chamados para a tropa – e a dança se transferia dos salões de baile, do Bar das Medicinas e dos ginásios de liceu para as boîtes e discotecas.

Os Álamos foram os mais tenazes, conseguindo viver 7 anos, tantos quantos eram necessários para terminar um curso de engenharia (6) com direito a mais um para os descontos. Nos últimos anos, o conjunto tinha elementos a estudar em Coimbra, no Porto e em Lisboa. Só dois foram totalistas (Phil Colaço e Zé Veloso). As baixas dos que saíam eram colmatadas com os melhores elementos dos grupos em extinção: entraram o Rui Ressurreição da Ligeira do Orfeão/Clube de Jazz, o Tózé Albuquerque dos Scoubidous, o Luizinho Monteiro dos Lordes/Pops e o “Bóris” dos Boys/Hi-Fi que, sem que eu ainda hoje perceba como, passou a cantar espectacularmente, cumprindo o duplo papel de solista no canto e na guitarra, qual Mark Knopfler dos Dire Straits.
Com as novas entradas, o conjunto ganhou melhores músicos e passou a integrar um órgão e, algumas vezes, piano. Aumentou-se a complexidade dos arranjos. Subiram a qualidade musical e o cachê. Mas o grupo manteve-se invariavelmente ligado à vida académica, tendo acompanhado em várias digressões o Coro Misto da Universidade de Coimbra e o Orfeon Académico de Coimbra. E sempre terminava as actuações com I saw her standing there, tal como o Orfeon as terminava com o Amen… até ao dia em que tocámos pela última vez, no final do ano lectivo de 68/69. Depois disso, foi cada um à sua vida, que a profissão de músico não estava nos nossos horizontes.


Que me perdoem os leitores, um texto que saiu mais extenso do que o habitual. Mas a morte inesperada do Zé Niza lembrou-me que outros companheiros se foram embora já, alguns, porventura, sem uma palavra escrita que ficasse a recordar a sua passagem pela música que também e (tão bem) se fazia em Coimbra, pois que nem só o fado e a balada por lá se tocavam. Foi a pensar em quantos me acompanharam e, em especial, na memória dos que já partiram, que a crónica de hoje foi escrita.


Um abraço para todos eles. E a saudade que nos deixam o Zé Niza, o Rui Ressurreição, o Manecas, o Luís Requixa, o Joca Colaço, o Nando e o Ciríaco.

Zé Veloso


Notas soltas:
- Nunca me cruzei com os “Babies”, os quais nasceram em 1958 e terminaram em 1960. No blogue IÉ-IÉ (http://guedelhudos.blogspot.com) – Obrigado, Luís Pinheiro de Almeida! – consta a biografia do grupo e a foto que incluí acima, identificando os elementos que o compunham. Da esquerda para a direita: António Portela (acordeão), Luiz Cabeleira, primo de José Cid, já falecido, membro eventual (bateria), José Cid (voz e piano), António Igrejas Bastos (voz e contrabaixo) e Rui Nazareth (guitarra eléctrica).
- Nesse mesmo blogue poderá consultar-se a história e a composição dos “Lordes”, “Protões” e “Pops”, no tópico relativo aos “Pops”. São conjuntos que a minha memória não reteve com tanta nitidez.
-“O Álamos” actuaram ainda, de forma continuada, com outras composições: (i) - antes da formação dos “Boys”, o “Bóris” tocou com os “Álamos” na posição de guitarra solo, passando o Colaço para o ritmo e o Duarte para vocalista e coros; (ii) - após a saída do Chico Faria para a tropa, utilizou-se uma formação tipicamente à Beatle, com os guitarras Phil Colaço, Duarte Brás e Zé Veloso e o baterista Zé Pereira.
- Na fase final dos “Scoubidous”, saiu o Aberto “Pente” e entrou um novo saxofonista, cujo nome ficará aqui registado logo que alguém mo faça chegar.

Marinela St. Aubyn disse...
Li com interesse o seu artigo sobre os conjuntos académicos dos anos 60, que conheci muito bem. Muito humildemente, gostaria de acrescentar mais alguma história, se bem que não consiga recordar bem os nomes de todos os elementos dos grupos de que vou falar. Nos anos 60, a Tuna Académica tinha um grupo de música ligeira, cujo acordeonista era o Humberto Matias e ele poderá recordar os nomes dos restantes elementos. Eu lembro-me porque fui acordeonista da Tuna nessa altura. Tocava essencialmente na orquetra de tangos. Entrei com 16 anos e apenas me mantive dois, apesar de ter sido muitíssimo bem tratada pelos meus colegas. Com alguma pena transferi-me para o Orfeão Misto, com o qual tinha mais liberdade de poder sair nas digressões, uma vez que havia outras raparigas, o que não sucedia na Tuna que era exclusivamente masculina, até à minha entrada. No Orfeão Misto integrei a orquestra ligeira com o Francisco Brito, o Zé Maria(?) que tocava guitarra eléctrica, o Zé Luís (?), contrabaixo...e o resto só perguntando ao Chico Brito. Estes conjuntos também abrilhantaram muitas festas, saraus e bailes dos estudantes e, nessa altura, éramos tão poucos que nos conecíamos todos. Um outro grupo a que pertenci foi ao "conjunto de Nelson Martins". O Nelson era pianista (e muito bom), eu era a acordeonista, o Frias Gonçalves o guitarra eléctrica, o Zé Pereira (de Medicina) o baterista e o Humberto Cordeiro (de Letras) o vocalista. Ainda tivemos por uns tempos como baterista o Braga da Cruz (hoje jornalista e repórter). Em muitos bailes, sobretudo nos do bar de Medicina, actuavam três conjuntos: a Orquestra Ligeira do Orfeão, com Cid, Carlos Ressurreição, Zé Niza, Caixeiro, Portela (algumas vezes)e Proença de Crvalho; os Scoubidous, com "Julinho", meu amigo e vizinho...não recordo os outros nomes; o conjunto de Nelson Martins, a que eu pertenci. Muitas horas de actuação somei nessas festas. Sei que tínhamos mais de cem temas no reportório. É claro que não tivemos um tempo de existência muito longo, até porque eu parei com esta actividade para me dedicar a cem por cento ao curso, mas existimos, trabalhámos muito, apesar de não termos deixado registos. Se quiser confirmar tudo o que disse e completar com mais dados, poderá porguntar ao Humberto Matias, ao Chico Brito e ao Frias Gonçalves. Parabéns pelo seu blogue que gosto muito de visitar. Saudações académicas...e musicais, Marinela St. Aubyn