Fado Aleixo, um trabalho que resultou da pesquisa da poesia de António Aleixo que ficou por aí, de boca em boca...Era preciso musicá-la. Como diz Afonso Dias «A poesia de António Aleixo tem uma construção primorosa em redondilha maior e está a pedir música. Ou, se quisermos, já traz música consigo».
Restava escolher o género musical a usar para musicar os poemas e o Fado mostrou ser o mais pertinente, principalmente, depois de Afonso Dias ter percebido que António Aleixo «tocava guitarra portuguesa».
Com melodias de fados antigos, tocados em vários estilos, foi assim emoldurada a poesia de Aleixo que Afonso selecionou. Este cantautor e multifacetado artista, Afonso Dias (é também actor e declamador de poemas, entre outros), contou com a ajuda de músicos que o vêm acompanhando nas suas aventuras musicais e não só, como Adriano St. Aubyn que voltou a ter um papel de destaque, como já havia acontecido com o disco «Treze» de Afonso Dias, não só devido ao seu contributo como pianista, mas também ao chamar a si a tarefa da direção musical e masterização do disco.
Tratando-se de um disco de Fado, Afonso Dias apostou em Ricardo Martins para tocar a guitarra portuguesa, jovem músico algarvio a quem o mentor do projeto não poupa elogios, colocando-o «entre os 20 melhores guitarristas» portugueses. Joaquim Moita, no Fagote e Marinela St. Aubyn, no acordeão, completam o grupo.
Na voz, apesar das músicas serem cantadas por Afonso Dias, o disco conta com a colaboração de Teresa Viola, em três músicas, e de Tânia Silva, em duas.

