sexta-feira, 18 de março de 2011
Bau - Mazurka (Café Musique / Ilha Azul)
"BAU é um dos melhores músicos de Cabo Verde, um virtuoso que se pode comparar a Al di Meola ou ainda Jean-Luc Ponty. Quer seja à guitarra, ao cavaquinho ou ainda ao violão, BAU toca com elegância e delicadeza, alternando entre os différents estilos (mazurka, morna, coladera...) com um poder de invenção singular..."
quinta-feira, 17 de março de 2011
Rui Pato interpreta "Tema de Água", do filme "Ilha Nua"
Um tema musical dum belíssimo filme sobre uma das ilhas do Japão interpretado por Rui Pato em 1967. A capa original desse EP é de autoria do mestre conimbricense do guache Assunção Diniz.
terça-feira, 15 de março de 2011
Clara Nunes - "Se todos fossem iguais a você"
Uma pequena homenagem a Clara Nunes (que partiu a 5 de Março de 1983):
"Se todos fossem iguais a você", da autoria de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Clara Nunes nasceu em 1943 e morreu em 1983, vítima de um choque anafilático, um ano depois da morte de Elis Regina.
segunda-feira, 14 de março de 2011
João Gilberto & Tom Jobim - Desafinado
João Gilberto, conhecido como o pai da bossa nova e Tom Jobim, outro grande criador de tantas e belas canções brasileiras. Uma dupla célebre!
domingo, 13 de março de 2011
Alma Algarvia
Corridinho Alma Algarvia Interpretado pelo Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão - Cortelha, Algarve
ULTIMATUM _ Álvaro de Campos – 1917
ULTIMATUM _ Álvaro de Campos – 1917
Mandato de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu,
reles
esnobe
plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
e tu, da juba socialista, e tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos!
Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
Que nem te queria descobrir
Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores
Para quererem deixar de trabalhar
Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos
Passai por baixo do meu desprezo
Passai aristocratas de tanga de ouro
Passai Frouxos
Passai radicais do pouco
Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa
Descascar batatas simbólicas
Fechem-me tudo isso a chave
E deitem a chave fora
Sufoco de ter só isso a minha volta
Deixem-me respirar
Abram todas as janelas
Abram mais janelas
Do que todas as janelas que há no mundo
Nenhuma idéia grande
Nenhuma corrente política
Que soe a uma idéia grão
E o mundo quer a inteligência nova
A sensibilidade nova
O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está apodrecer a vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada
Eu da raça dos navegadores
Afirmo que não pode durar
Eu da raça dos descobridores
Desprezo o que seja menos
Que descobrir um novo mundo
Proclamo isso bem alto
Braços erguidos
Fitando o Atlântico
E saudando abstratamente o infinito.
Álvaro de Campos – 1917
.
Mandato de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu,
reles
esnobe
plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade
e tu, da juba socialista, e tu, qualquer outro
Ultimatum a todos eles
E a todos que sejam como eles
Todos!
Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu, Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
Que nem te queria descobrir
Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo
Vós, anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores
Para quererem deixar de trabalhar
Sim, todos vós que representais o mundo
Homens altos
Passai por baixo do meu desprezo
Passai aristocratas de tanga de ouro
Passai Frouxos
Passai radicais do pouco
Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa
Descascar batatas simbólicas
Fechem-me tudo isso a chave
E deitem a chave fora
Sufoco de ter só isso a minha volta
Deixem-me respirar
Abram todas as janelas
Abram mais janelas
Do que todas as janelas que há no mundo
Nenhuma idéia grande
Nenhuma corrente política
Que soe a uma idéia grão
E o mundo quer a inteligência nova
A sensibilidade nova
O mundo tem sede de que se crie
Porque aí está apodrecer a vida
Quando muito é estrume para o futuro
O que aí está não pode durar
Porque não é nada
Eu da raça dos navegadores
Afirmo que não pode durar
Eu da raça dos descobridores
Desprezo o que seja menos
Que descobrir um novo mundo
Proclamo isso bem alto
Braços erguidos
Fitando o Atlântico
E saudando abstratamente o infinito.
Álvaro de Campos – 1917
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O povo saiu à rua em Faro_1m20s dos muitos minutos que durou a marcha de protesto dos 6000
1m20s dos muitos minutos que durou a marcha de protesto em Faro.
Há cada vez mais quem RESISTE,
Há cada vez mais quem diz NÃO!
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