Era um dia de Outubro de 1981. Estávamos nos Olhos de Água (Algarve) em boa confraternização com amigos, na casa dum deles, situada numa pequena falésia sobre o mar. Era um dia morno e calmo. Tocava-se, cantava-se. Entre os amigos, estava o Adriano Correia de Oliveira. Recordávamos os nossos tempos de juventude em Coimbra. O dia chegava ao fim, inevitavelmente. Não nos apetecia acabar ali o convívio. Foi então que nos lembrámos que podíamos continuar a nossa festa na nossa casa, uma vivenda a 3Km de Faro. Ficou marcado para daí a uma semana, a 16 de Outubro. Nesse dia fazia 43 anos o Chico. Que melhor data poderíamos encontrar para a nossa próxima tertúlia?
Mas a tertúlia não aconteceu. Uns dias antes, o Adriano, sempre amigo e prestável, foi ajudar uns pescadores a tirar um barco do mar e sofreu um acidente. Teve de ser hospitalizado. Não foi muito grave, sofreu danos numa perna. Contudo, teve de regressar a Lisboa. Ficou combinado que o próximo 16 de Outubro não escaparia. Para já, juntar-nos-íamos a 16 de Outubro de 1982. Ele gostava do Algarve nessa época do ano.
Mas também não pôde vir.
Estávamos a festejar o 44º aniversário do Chico. A televisão estava ligada, apesar de ninguém lhe prestar atenção. Foi então que escutámos a terrível notícia. O Adriano nunca mais viria.
Marinela St. Aubyn
Mas a tertúlia não aconteceu. Uns dias antes, o Adriano, sempre amigo e prestável, foi ajudar uns pescadores a tirar um barco do mar e sofreu um acidente. Teve de ser hospitalizado. Não foi muito grave, sofreu danos numa perna. Contudo, teve de regressar a Lisboa. Ficou combinado que o próximo 16 de Outubro não escaparia. Para já, juntar-nos-íamos a 16 de Outubro de 1982. Ele gostava do Algarve nessa época do ano.
Mas também não pôde vir.
Estávamos a festejar o 44º aniversário do Chico. A televisão estava ligada, apesar de ninguém lhe prestar atenção. Foi então que escutámos a terrível notícia. O Adriano nunca mais viria.
Marinela St. Aubyn
