Na hora da despedida - um até sempre ao amigo Fernando Machado Soares
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Fernando Machado Soares - Fado das andorinhas (José Paradela de Oliveira)
Castelo de S. Jorge - 1980. Fernando Machado Soares, acompanhado pelas guitarras de Frias Gonçalves, Carlos Couceiro, Francisco Vasconcelos e pelas violas de Ferreira Alves e Carlos Figueiredo.
Menino d'oiro - Fernando Machado Soares
Música e letra de Alexandre Resende. 1989 Aula Magna, programa Tempos de Coimbra. António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurélio Reis, Luis Filipe e F. Machado Soares
No passado domingo, 7/12/2014, faleceu Fernando Machado Soares, grande cantor e compositor da cançãp de Coimbra
No vídeo, interpretam este tema o grupo "Raízes de Coimbra" em confraternização com os "Ecos de Coimbra", o grupo de fados do Algarve, na Sé de Faro - Junho de 2013.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Momentos da 94ª Tomada da Bastilha - Casino do Estoril
94ª Comemoração da Tomada da Bastilha, realizada pela AAEC Em Lisboa
Regresso da Pesca
História Encantada
Menina Breve
Frátria
Canção Quasi de Embalar
Momentos finais
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Vá-de-Viró - "Por aí" - 6 de Julho - Club Farense
No próximo domingo/6 de Julho, o Vá-de-Viró
realiza um concerto de apresentação do seu novo cd, intitulado "Por aí...".
realiza um concerto de apresentação do seu novo cd, intitulado "Por aí...".
Decorrerá no Club Farense em Faro, pelas 22h.
22 anos, 4 cd e cerca de 40 elementos depois, o «Vá-de-Viró» regressa aos palcos com o seu novo trabalho discográfico “Por aí…”.
Com algumas surpresas, este registo é o fruto - amadurecido - do cruzamento de diversas incursões pelo vasto universo musical.
Sem pretensões, mas com muito orgulho e satisfação, este grupo algarvio pretende partilhar com o mundo a música que os mantém, ainda, Vá-de-Viró.
Assim sendo… encontramo-nos “Por aí…”!
quarta-feira, 30 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
40 ANOS!
O 25 de abril, 40 anos depois
Nessa noite nascida iluminada
foram cravos armados que subiram
pelas ruas mais tensas e perigosas.
E a esperança espreguiçou-se pelo povo,
como se fosse o sonho da verdade.
As portas do tempo abandonaram
o amargo sabor de haver limites
e tudo foi além do infinito.
Mas as sombras vencidas nesse abril
voltaram à frieza dos seus nortes,
velhas aves da noite e de rapina.
Os dedos das colheitas estão perdidos,
nas searas que o tempo abandonou.
Peregrinos dos tempos que hão de vir
foram cravos armados que inventaram
a nova dimensão de ser soldado.
Mas os anos esqueceram a viagem
que sempre nos levava a outro lado.
Somos agora aquilo que perdemos,
Rui Namorado
publicado hoje no seu blog "O Grande Zoo"
Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
"ENTRUDO" - DAR DE VAIA ao vivo, em Silves - 1986
Solista: Adriano St. Aubyn
José Afonso - "Os Eunucos (No Reino da Etiópia)"
Em nome da INDIGNAÇÃO e da REVOLTA que todos sentimos, pelo facto de os nossos direitos estarem a ser espezinhados quotidianamente – onde está o cumprimento da palavra dada pelo Estado no momento em que cada um de nós se reformou? – devido ao propalado cumprimento do acordo estabelecido com a alta finança especuladora/Troika, que nos vem “ajudando” a destruir o ESTADO SOCIAL que conquistámos ao longo destes 40 anos, temos de sair à rua, temos de invadir o espaço público, para demonstrar que “estamos vivos”, indignados e revoltados.
Este 25 de Abril, por um lado, é um dia de festejos, porque há 40 anos aconteceu aquele “dia inicial inteiro e limpo” que permitiu que se iniciasse a longa caminhada para uma sociedade mais justa e solidária, conquistada palmo a palmo. Por outro lado, é um dia de forte reivindicação em que vamos exigir o fim da destruição dos pilares duma sociedade civilizada, que se deve preocupar com o bem-estar e a felicidade dos seus cidadãos e não os “escraviza” debaixo do jugo de interesses económicos de alguns. O que estamos a vivenciar é, como já dizia o Padre António Vieira, que são precisos muitos peixes pequenos para alimentar um grande, e não podemos silenciar esta realidade nem pactuar com ela.
APRe!
Os eunucos
(José Afonso)
Os eunucos devoram-se a si mesmos
Não mudam de uniforme, são venais
E quando os mais são feitos em torresmos
Defendem os tiranos contra os pais
Em tudo são verdugos mais ou menos
No jardim dos haréns os principais
E quando os mais são feitos em torresmos
Não matam os tiranos pedem mais
Suportam toda a dor na calmaria
Da olímpica visão dos samurais
Havia um dono a mais na satrapia
Mas foi lançado à cova dos chacais
Em vénias malabares à luz do dia
Lambuzam da saliva os maiorais
E quando os mais são feitos em fatias
Não matam os tiranos pedem mais.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Trova do vento que passa
Quando ele cantou esta canção pela primeira vez,"era como se brotasse uma fonte cristalina, pura, uma réstia de esperança...
Entrou de uma forma simples e directa no coração de uma geração, no coração de todos os que sonhavam com a liberdade..." É Adriano Correia de Oliveira, que faria hoje 72 anos.
72 anos.
72 anos.
terça-feira, 1 de abril de 2014
POST IT - Tributo a Luiz Goes
POST IT - TRIBUTO A LUIZ GOES - COIMBRA CANAL
Com o Coro dos Antigos Orfeonistas, Grupo In Illo Tempore da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra e Escola Profissional de Teatro de Cascais. "Luiz Goes -- de Ontem, de Hoje - Para Sempre"
Um texto adaptado ao teatro a partir da entrevista de Carlos Carranca a Luiz Goes, publicada no livro intitulado " Luiz Goes de Ontem e de Hoje " e editado pela Universitária Editora, no ano de 1998.
O espetáculo consiste numa conversa/entrevista, onde essa figura maior da canção de Coimbra vai revelando, incentivado pelo jornalista, algumas facetas da sua vida e da sua personalidade. Em simultâneo, no palco, vai-se desenvolvendo uma série de momentos cénicos -- bailado, canto e poesia -, que ilustram o diálogo. O espetáculo encerra com um alegre e contagiante momento musical, onde todos os actores, bailarinos, e músicos, interpretam Cantiga para quem sonha.
FICHA TÉCNICA
Luiz Goes -- de Ontem, de Hoje - Para Sempre
Autor Carlos Carranca
Coreografia Helena Vascon
Direção Vocal/Montagem/Sonoplastia Hugo Neves Reis
Guarda-Roupa TEC (Teatro Experimental de Cascais) Elenco Luís Aguiar, Renato Pino, Matilde Barata, Pedro Jorge e Alunos da Escola de Teatro de Cascais Colaboração Especial Pardalitos do Mondego, Polybio Serra e Silva, Ricardo Morgado e Jorge Cravo Imagem António Barro
Com o Coro dos Antigos Orfeonistas, Grupo In Illo Tempore da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra e Escola Profissional de Teatro de Cascais. "Luiz Goes -- de Ontem, de Hoje - Para Sempre"
Um texto adaptado ao teatro a partir da entrevista de Carlos Carranca a Luiz Goes, publicada no livro intitulado " Luiz Goes de Ontem e de Hoje " e editado pela Universitária Editora, no ano de 1998.
O espetáculo consiste numa conversa/entrevista, onde essa figura maior da canção de Coimbra vai revelando, incentivado pelo jornalista, algumas facetas da sua vida e da sua personalidade. Em simultâneo, no palco, vai-se desenvolvendo uma série de momentos cénicos -- bailado, canto e poesia -, que ilustram o diálogo. O espetáculo encerra com um alegre e contagiante momento musical, onde todos os actores, bailarinos, e músicos, interpretam Cantiga para quem sonha.
FICHA TÉCNICA
Luiz Goes -- de Ontem, de Hoje - Para Sempre
Autor Carlos Carranca
Coreografia Helena Vascon
Direção Vocal/Montagem/Sonoplastia Hugo Neves Reis
Guarda-Roupa TEC (Teatro Experimental de Cascais) Elenco Luís Aguiar, Renato Pino, Matilde Barata, Pedro Jorge e Alunos da Escola de Teatro de Cascais Colaboração Especial Pardalitos do Mondego, Polybio Serra e Silva, Ricardo Morgado e Jorge Cravo Imagem António Barro
sexta-feira, 28 de março de 2014
Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena
Amanhã, 29 de Março, faz 40 anos que Zeca Afonso cantou no Coliseu "Grândola, Vila Morena", a pouco menos de um mês do 25 de Abril de 74.
domingo, 23 de março de 2014
Quintal do Desidério do Ó
Tema musical: "Peca sem dor"_ Canta: Nancy Vieira
Texto original Pode desligar o áudio quer deste slideshow quer da série do cimo da página.
Texto original
sábado, 22 de março de 2014
A viagem do Mário
A nossa maior riqueza, para além da saúde, são os nossos amigos, os verdadeiros. É por isso que volto a publicar esta carta que recebi de um amigo que me conhece desde que nasci...o meu querido Mário Alberto Donas.
A viagem do Mário
A viagem do Mário
Enternecido com a viagem, veio á memória a estação em que te vi pela primeira vez. Ao cair duma tarde de verão, vindos do Vale do Rocim, os nossos pais estacionaram os carros (o vosso, um Citroen "arrastadeira" invejável) no desvio para Seia. Peguei-te ao colo...confiei na "hidráulica! Foi um acto de fé de que hoje dou graças: foi um bom princípio. Reganhou forças nos encontros dos nossos pais. Lembro-me bem de brincar no quintal da vossa casa em Seia. Recordo um poço...ou então sonhei, e árvores de sombra refrescante Mais tarde, na verde juventude, parámos na Coimbra histórica, bucólica, paroquial, o tempo desdobrando-se nos afectos da amizade e da condição comum do compromisso da boémia inocente e das exigências do estudo, uns mais que outros na opção minimalista (o meu caso)! O banquete permanente na vossa casa na Estrada da Beira, o humor britânico do vosso Pai, o azougue fervilhante da Mãe Floripes, a alegria esfusiante dos vossos amigos da faculdade ou da música, tudo evoco dessa estação de Coimbra do Mondego. Também na insegurança da memória toldada na minha Queima das Fitas recordo a paciência generosa da Eduarda que partiu há muito e a chegada do meu carro à portagem onde ainda consegui discernir a Mãe Gonzaga de quem berrei já rouco, vezes sem conto,"esta é a minha Mãe". Depois encontrámo-nos noutras estações e apeadeiros: Luanda (ou não?), Faro e , finalmente, na bela praia de Isllantilla os tempos despreocupados dos olhares que mantêm a esperança no pôr-do-sol de cada dia. Belíssima viagem que temos feito, juntos nos corações que nos têm dado força nas horas más que já passámos. Estou sempre com saudades de vos abraçar, na próxima paragem do acaso ou doutra que, se for preciso, temos de inventar. Beijos da Lena e um apertado abraço para o Chico e para ti Marinela do vosso Mário Alberto
Lá Menor - Alma de Coimbra
Parece um quadro do Grão Vasco com as cores de Rembrandt...
Neste grupo, para além dos conhecidos, estão dois amigos - António Almeida e Nuno Tavares - este último um dos históricos e dirigente do Alma de Coimbra.
O "Lá menor" está sublime, límpido, do melhor que já ouvi.
"Lá Menor" (João Bagão)
Guitarra de Coimbra - António José Moreira
Guitarra de Coimbra - Ricardo Dias
Viola - Pedro Lopes
Neste grupo, para além dos conhecidos, estão dois amigos - António Almeida e Nuno Tavares - este último um dos históricos e dirigente do Alma de Coimbra.
O "Lá menor" está sublime, límpido, do melhor que já ouvi.
"Lá Menor" (João Bagão)
Guitarra de Coimbra - António José Moreira
Guitarra de Coimbra - Ricardo Dias
Viola - Pedro Lopes
quinta-feira, 20 de março de 2014
Canção Açoriana - Coimbra Quintet (1957)
"Coimbra Quintet" interpreta "Canção Açoriana" (1957)
Canta Luiz Goes
António Portugal e Jorge Godinho (guitarra)
Manuel Pepe e Levy Baptista (viola)
Canta Luiz Goes
António Portugal e Jorge Godinho (guitarra)
Manuel Pepe e Levy Baptista (viola)
Coro da Primavera (Brat).MPG
Que a Primavera seja bem-vinda!
O Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra em Bratislava interpreta cantam "Coro da Primavera".
O Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra em Bratislava interpreta cantam "Coro da Primavera".
domingo, 9 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
Adriano Correia de Oliveira (voz) e Rui Pato (viola)_ "Canção com Lágrimas"
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Paco de Lucia - Entre dos Aguas
Te decimos adiós, Paco
Nacido el 21 de diciembre de 1947 en el pueblo gaditano de Algeciras con el nombre de Francisco Sánchez Gómez, a los 7 años cogió por primera vez una guitarra de la mano de su padre y luego de su hermano mayor. Por su madre portuguesa fue conocido como Paco, el de Lucía, como en Andalucía se suele identificar por el nombre de la madre, Lucía Gomes.
----------------------------------
El prestigioso guitarrista, de 66 años, ha fallecido cuando se encontraba en Cancún (México) con su família
--------------------------------------------------
"La vida nos lo prestó unos maravillosos años en los que llenó este mundo de belleza y ahora se lo lleva. Gracias por tanto... y buen viaje amado nuestro."
En su Algeciras natal, el Ayuntamiento de Algeciras ha decretado tres días de luto oficial. Durante todo este miércoles las banderas ondeaban a media asta y a las 12,00 horas se guardó un minuto de silencio en memoria del genial guitarrista.
Nacido el 21 de diciembre de 1947 en el pueblo gaditano de Algeciras con el nombre de Francisco Sánchez Gómez, a los 7 años cogió por primera vez una guitarra de la mano de su padre y luego de su hermano mayor. Por su madre portuguesa fue conocido como Paco, el de Lucía, como en Andalucía se suele identificar por el nombre de la madre, Lucía Gomes.
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El prestigioso guitarrista, de 66 años, ha fallecido cuando se encontraba en Cancún (México) con su família
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"La vida nos lo prestó unos maravillosos años en los que llenó este mundo de belleza y ahora se lo lleva. Gracias por tanto... y buen viaje amado nuestro."
En su Algeciras natal, el Ayuntamiento de Algeciras ha decretado tres días de luto oficial. Durante todo este miércoles las banderas ondeaban a media asta y a las 12,00 horas se guardó un minuto de silencio en memoria del genial guitarrista.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Fotos - Palestra de Zé Veloso e música pelos "Ecos de Coimbra"
"Tradições Académicas Coimbrãs. Das Origens aos Dias de Hoje" e "Apontamento Musical"
Momentos da palestra do Eng Zé Veloso e da actuação dos "Ecos de Coimbra", ontem, no Club Farense:
http:// filhosdamadrugada2.wix.com/ filma-ccoimbralgarve#!em-branco /c1ixp
Momentos da palestra do Eng Zé Veloso e da actuação dos "Ecos de Coimbra", ontem, no Club Farense:
http://
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
115 anos do nascimento de António Aleixo.
António Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António a 18 de fevereiro de 1899.
A sua poesia ficou "por aí de boca em boca"...mas alguém (Afonso Dias) fez uma pesquisa, organizou algumas das suas quadras e, com elas e umas melodias de fados lindos e a ajuda de uns músicos amigos...e de outros amigos não músicos, criou o Fado Aleixo. Que melhor tributo se pode fazer a este grande poeta?...Puxando a brasa à sua sardinha...alguém escolheu o "Puro Sorriso", que já foi "Sardinheira" (áudio), com Marinela St. Aubyn no acordeão, para comemorar esta efeméride - 115 anos do nascimento de António Aleixo e uma morna -, e "Tenho fé nas almas puras" (Fado menor do Porto), em vídeo.
A sua poesia ficou "por aí de boca em boca"...mas alguém (Afonso Dias) fez uma pesquisa, organizou algumas das suas quadras e, com elas e umas melodias de fados lindos e a ajuda de uns músicos amigos...e de outros amigos não músicos, criou o Fado Aleixo. Que melhor tributo se pode fazer a este grande poeta?...Puxando a brasa à sua sardinha...alguém escolheu o "Puro Sorriso", que já foi "Sardinheira" (áudio), com Marinela St. Aubyn no acordeão, para comemorar esta efeméride - 115 anos do nascimento de António Aleixo e uma morna -, e "Tenho fé nas almas puras" (Fado menor do Porto), em vídeo.
Puro Sorriso (Sardinheira)- Tema da faixa nº 1 do CD
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Carlos paredes (Coimbra, 16 de fevereiro de 1925 — Lisboa, 23 de julho de 2004)
Carlos Paredes, grande compositor e intérprete de guitarra, para além das influências dos seus antepassados - pai (Artur Paredes), avô, e tio- manteve um estilo coimbrão. A sua guitarra é de Coimbra e a própria afinação era do Fado de Coimbra, apesar de ter sido muito influenciado pela sua vida em Lisboa que lhe valeu a inspiração de muitos dos seus temas e composições. Ficou conhecido como O mestre da guitarra portuguesa ou O homem dos mil dedos.
Faria hoje 89 anos...Obrigada, Carlos Paredes por tudo o que nos deixaste - este legado sem preço.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Canção da Primavera - Francisco Martins e Rui Pato
Quem se encontre a par da longa embora quantitativamente limitada discografia de Francisco Filipe Martins (1964 ss.) algo depressa terá notado: há ali uma sonoridade diferente, que, não deixando de ser coimbrã, soa no entanto de forma "outra". É isso visível logo em “introduções de temas vocalizados por António Bernardino, quer no EP de 1964 (com António Portugal [g.] / Jorge Moutinho [v.]; "maxim...e" a “introdução “ e o acompanhamento para “Fado Resende” [Ao morrer os olhos dizem / pára morte espera aí], quer no I.P Flores para Coimbra (1969, com António Portugal [g,] / Luís Filipe [v.]; v.g. os arranjos para “Flores para Coimbra” e “Guitarras do meu País” e as autorias musicais em “Trova da Planície” e em “Alegre se fez Triste”).
Em 1986 o LP Canção da Primavera veio reforçar tal ideia: a sequência do tal som outro, peças de notável criação melódica pontuadas de sugerências barrocas, rokies ou countries, como então escrevi, a novidade da presença do violoncelo da responsabilidade do entretanto desaparecido ELSO DE CARVALHO [Filho], o majestosamente inconfundível estilo da viola de RUI PATO…Um disco que escutei incontáveis vezes no meu gabinete de trabalho, por vezes incessantemente voltando as faces e tornando ao início…É claro que este álbum não foi propriamente pacífico. Não sei se alguém verbalizou críticas à introdução do violoncelo (mas a presença deste instrumento era discreta. Já a criação melódica e as sequências tonais deram algo que falar, e não faltaram discordâncias de cunho (ultra)-tradicionalistas…
Dez anos mais tarde, Primavera 2- Música para guitarra de Coimbra constituiria a confirmação/continuação de uma Obra: até nos títulos, com “Canção da Primavera”, “Passos de Dança” e “Momento Breve”, a conhecerem peças sequenciais numeradas. Recuperando quase todos os temas do álbum anterior, uma nova heterodoxia se patenteava: a introdução (agora) do violino, inclusivamente em “Despedida” (sobre a gravação de 1986). E, de novo, a incansabilidade da audição, permitindo concluir que continuávamos a ter ali material de primeira água e que a música de Francisco Filipe Martins se não parecia com a de nenhum outro executante de guitarra, coimbrão ou de alhures. Poderia haver aqui e além apontamentos a fazer lembrar X ou Y. Mas nada disso era significativo.
Ao fim de exactamente 10 anos, Francisco Martins reaparece, com o CD “Convívios Musicais”. De novo o violino (MANUEL ROCHA), tal como há 10 anos e agora também o piano (executado por seu filho JOSÉ FILIPE MARTINS) se lhe associam, bem como a viola de ANÍBAL MOREIRA.
Em 1986 o LP Canção da Primavera veio reforçar tal ideia: a sequência do tal som outro, peças de notável criação melódica pontuadas de sugerências barrocas, rokies ou countries, como então escrevi, a novidade da presença do violoncelo da responsabilidade do entretanto desaparecido ELSO DE CARVALHO [Filho], o majestosamente inconfundível estilo da viola de RUI PATO…Um disco que escutei incontáveis vezes no meu gabinete de trabalho, por vezes incessantemente voltando as faces e tornando ao início…É claro que este álbum não foi propriamente pacífico. Não sei se alguém verbalizou críticas à introdução do violoncelo (mas a presença deste instrumento era discreta. Já a criação melódica e as sequências tonais deram algo que falar, e não faltaram discordâncias de cunho (ultra)-tradicionalistas…
Dez anos mais tarde, Primavera 2- Música para guitarra de Coimbra constituiria a confirmação/continuação de uma Obra: até nos títulos, com “Canção da Primavera”, “Passos de Dança” e “Momento Breve”, a conhecerem peças sequenciais numeradas. Recuperando quase todos os temas do álbum anterior, uma nova heterodoxia se patenteava: a introdução (agora) do violino, inclusivamente em “Despedida” (sobre a gravação de 1986). E, de novo, a incansabilidade da audição, permitindo concluir que continuávamos a ter ali material de primeira água e que a música de Francisco Filipe Martins se não parecia com a de nenhum outro executante de guitarra, coimbrão ou de alhures. Poderia haver aqui e além apontamentos a fazer lembrar X ou Y. Mas nada disso era significativo.
Ao fim de exactamente 10 anos, Francisco Martins reaparece, com o CD “Convívios Musicais”. De novo o violino (MANUEL ROCHA), tal como há 10 anos e agora também o piano (executado por seu filho JOSÉ FILIPE MARTINS) se lhe associam, bem como a viola de ANÍBAL MOREIRA.
História
FRANCISCO MARTINS começou a aprender guitarra de Coimbra aos 12 anos com António Portugal.
Faz a sua primeira apresentação em público aos 13 anos, no casamento de Luiz Goes, no Hotel Bragança em Coimbra, sendo acompanhado pelos irmãos Barros Neves e tendo cantado Carlos Encarnação, Robalo de Andrade e João Farinha.
Em Outubro de 1962, com 16 anos, participa pela primeira vez em um espectáculo, tr...ansmitido em directo pela RTP, no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, com o seu grupo constituído por FRANCISCO MARTINS e Manuel BOrralho (guitarras), Rui Pato (viola), Robalo de Andrade e joão Farinha (cantores).
Nesta fase, António Portugal orientava os ensaios dos seus pupilos que com ele aprendiam quer a tocar guitarra quer a maneira de tocar o Fado de Coimbra, o que lhe valeu a alcunha de "Portugal dos Pequenitos".
Em Julho de 1964 participa no "Encontro da Saudade" no Pátio da Universidade de Coimbra, tendo tido o privilégio de descerrar a lápide em homenagem a Augusto Hilário, por ocasião do seu centenário. Com o seu grupo (Francisco Martins, José Ferraz de Oliveira, Rui Pato, António Bernardino e João Farinha) faz uma serenata nas escadas da Capela da Universidade, espectáculo este transmitido em directo pela RTP.
Ainda em 1964 grava o seu primeiro disco com António Portugal e António Bernardino.
Nos finais dos anos 60 integra o grupo de António Portugal, tendo participado com este em vários espectáculos, nomeadamente na RTP e grava com ele, em 1970, o seu segundo disco, o álbum "Flores para Coimbra", sendo acompanhado à viola por Luís Filipe e, mais uma vez, a voz de António Bernardino.
Neste disco inclui dois fados de sua autoria: " EALEGRE SE FEZ TRISTE" e "TROVA DA PLANÍCIE".
Após um interregno marcado pelo "luto académico" em 1969, participa nos anos 80 em algumas actuações com António Portugal, Rui Pato e Luís Filipe.
Em 1986 grava para a PolyGram o seu terceiro disco, o álbum "CANÇÃO DA PRIMAVERA", exclusivamente instrumental, onde inclui seis variações de sua autoria e quatro de ARTUR PAREDES. É acompanhado por RUI PATO. Este álbum foi então nomeado pata o prémio "SETES DE OURO".
Em 1992 e 1993 liderou o Grupo de Fados do Oefeon dos Antigos Estudantes de Coimbra, acompanhado por Rui Pato e Humberto Matias.
Em 1996 compõe um tema para a homenagen a David Mourão Ferreira, que a RTP2 transmitiu no programa "Acontece".
Francisco Filipe Martins é um dos grandes criadores e intérpretes de guitarra de Coimbra de todos os tempos. Para além de compositor e intérprete, formou-se em medicina no ano de 1973 e especializou-se em Neurorradiologia , tendo sido até ao ano 2000 director do Serviço de Neurorradiologia dos HUC.
Não tendo embora uma formação musical escolar, Francisco Martins pode considerar-se um melómano. Não lhe terá sido fácil conciliar o seu trabalho como médico com a sua arte na guitarra de Coimbra.
Faz a sua primeira apresentação em público aos 13 anos, no casamento de Luiz Goes, no Hotel Bragança em Coimbra, sendo acompanhado pelos irmãos Barros Neves e tendo cantado Carlos Encarnação, Robalo de Andrade e João Farinha.
Em Outubro de 1962, com 16 anos, participa pela primeira vez em um espectáculo, tr...ansmitido em directo pela RTP, no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, com o seu grupo constituído por FRANCISCO MARTINS e Manuel BOrralho (guitarras), Rui Pato (viola), Robalo de Andrade e joão Farinha (cantores).
Nesta fase, António Portugal orientava os ensaios dos seus pupilos que com ele aprendiam quer a tocar guitarra quer a maneira de tocar o Fado de Coimbra, o que lhe valeu a alcunha de "Portugal dos Pequenitos".
Em Julho de 1964 participa no "Encontro da Saudade" no Pátio da Universidade de Coimbra, tendo tido o privilégio de descerrar a lápide em homenagem a Augusto Hilário, por ocasião do seu centenário. Com o seu grupo (Francisco Martins, José Ferraz de Oliveira, Rui Pato, António Bernardino e João Farinha) faz uma serenata nas escadas da Capela da Universidade, espectáculo este transmitido em directo pela RTP.
Ainda em 1964 grava o seu primeiro disco com António Portugal e António Bernardino.
Nos finais dos anos 60 integra o grupo de António Portugal, tendo participado com este em vários espectáculos, nomeadamente na RTP e grava com ele, em 1970, o seu segundo disco, o álbum "Flores para Coimbra", sendo acompanhado à viola por Luís Filipe e, mais uma vez, a voz de António Bernardino.
Neste disco inclui dois fados de sua autoria: " EALEGRE SE FEZ TRISTE" e "TROVA DA PLANÍCIE".
Após um interregno marcado pelo "luto académico" em 1969, participa nos anos 80 em algumas actuações com António Portugal, Rui Pato e Luís Filipe.
Em 1986 grava para a PolyGram o seu terceiro disco, o álbum "CANÇÃO DA PRIMAVERA", exclusivamente instrumental, onde inclui seis variações de sua autoria e quatro de ARTUR PAREDES. É acompanhado por RUI PATO. Este álbum foi então nomeado pata o prémio "SETES DE OURO".
Em 1992 e 1993 liderou o Grupo de Fados do Oefeon dos Antigos Estudantes de Coimbra, acompanhado por Rui Pato e Humberto Matias.
Em 1996 compõe um tema para a homenagen a David Mourão Ferreira, que a RTP2 transmitiu no programa "Acontece".
Francisco Filipe Martins é um dos grandes criadores e intérpretes de guitarra de Coimbra de todos os tempos. Para além de compositor e intérprete, formou-se em medicina no ano de 1973 e especializou-se em Neurorradiologia , tendo sido até ao ano 2000 director do Serviço de Neurorradiologia dos HUC.
Não tendo embora uma formação musical escolar, Francisco Martins pode considerar-se um melómano. Não lhe terá sido fácil conciliar o seu trabalho como médico com a sua arte na guitarra de Coimbra.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Corre Mondego - 9 de Fevereiro de 2014
Informações do autor do vídeo:
Caudal do Rio Mondego, em Coimbra, na tarde de 9 de Fevereiro de 2014. A zona do Parque Verde, onde foram investidos milhões de euros no âmbito do Programa Polis, está parcialmente inundada.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
HERCULES Storm @ Sagres
Filmado em SAGRES, no dia 8 de Janeiro 2014, durante a Tempestade Hércules que atingiu a costa portuguesa. A rocha (Fortaleza de Sagres) tem cerca de 40 metros de altura.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Tertúlia sobre "Tradições Académicas Coimbrãs" com Zé Veloso, no Club Farense
Hoje, que tanto se criticam os trajes académicos e se ridicularizam os estudantes de Coimbra por andarem "vestidos de padres", nada como dar a conhecer as tradições seculares da Academia de Coimbra, como lembrar que nos anos 70 já havia quem cantasse a "Capa negra, Rosa negra...Bandeira da Liberdade" (Manuel Alegre/António Portugal/Adriano Correia de Oliveira).
Teremos uma palestra interessante com Zé Veloso no próximo dia 22 de Fevereiro, em Faro, promovida pela FILMA/Casa de Coimbra do Algarve, com o apoio do Club Farense.
Quem estiver por perto não perca...
Capa Negra, Rosa Negra
Música de António Portugal e Adriano Correia de Oliveira
Letra de Manuel Alegre
Capa Negra, Rosa Negra
Capa negra, rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento numa bandeira.
Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra, rosa negra
Bandeira de liberdade.
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
" Com as palavras do Carlos, com o olhar do Carranca, ousamos sonhar, ousamos resistir, ousamos ser… Humanidade!"
http://soclingport.blogspot.pt/2010/12/carlos-carranca-fratria.html?spref=fb
Carlos Carranca - Frátria
CARLOS CARRANCA: PELA PALAVRA É QUE VAMOS!
José d'Encarnação
A madeira dos meus sonhos
É a minha cruz
Lousã, 27 de Dezembro de 2006)
Ainda não perdeu – apesar de tudo! – a capacidade enorme de sonhar grande. Para si, para os seus, para os seus estudantes, para o seu (e ainda nosso!) País!
Desde muito cedo que «o sonho lhe comanda a vida» e esse entusiasmo incute no dia-a-dia através da palavra – a palavra escrita e, sobretudo, a palavra falada/cantada, declamada.
Não foi, pois, sem emoção, sem grande emoção, que o ouvimos no recente serão evocativo de um 25 de Abril que parece fenecer e nós todos não queremos – de modo nenhum! – dele lavrar o epitáfio! Resistir foi a palavra de ordem que Carlos Carranca ali nos deixou, embora, como professor, tivesse querido que a mensagem tivesse ido para o ar na íntegra – pois que há que resistir, ainda que a madeira dos nossos sonhos seja também a nossa cruz.
Sonhos que, da serra da Lousã, agreste e fria; duma Coimbra antiga que, pouco a pouco, parece querer definhar e esquecer a década de 60 – Amor é uma palavra com saudade dentro… Sonhos que, vindos desses horizontes terrestres, aqui se espraiam no voo marítimo compassado e sereno das gaivotas, indiferentes à brisa cortante ou ao espedaçar das ondas no Mar do Inferno. Mar de gaivotas, mar de pescadores: tempo ingrato / o do pescador que se pesca / no engodo mais barato…
Casamento fecundo entre a Lusa Atenas e a vida cascalense. Entre uma Universidade vetusta e uma Escola de Teatro. Entre o Torga – De vez em quando / viam-no passar… / Com o seu olhar de bruxo / e o seu andar / de andas –, o seu e o nosso Torga, de gabardina coçada e caneta arguta («A pátria vista do cimo de um poema feito de pedras: xisto urze e vento»… O Tossan, o Carlos Paredes, o António Toscano, o Jorge Castilho (também ele um sonhador!) – exacto, Carlos, «Peregrinos»!... Resistentes!
Casamento entre esses e os que por cá se estabeleceram. O Fernando Lopes Graça, o Goes – «só a voz do Goes continuou perdida […] a lutar como se alguém a tivesse aprisionado»… Com visitações frequentes e imprescindíveis a Miguel de Unamuno, Agostinho da Silva, Pablo Neruda…
É uma comunhão, Carlos. Entretecida de afectos, cumplicidades, lutas – muitas lutas!...
E a sua Escola de Teatro!
Há, claro, a universidade em Lisboa; mas é com estes jovens da Escola de Teatro de Cascais que Carlos Carranca – sem necessidade de livros de ponto, de inquisições, de rigidez programática – dá livre curso à sua arte de ensinar a pensar. Através da precisão da palavra. Pensar! – um exercício que os novos ventos até gostariam de ver arredado das escolas e da Vida – e que Carlos Carranca teima (e muito bem!) a não deixar perder.
E esta vontade de pegarmos na juventude e a atirarmos para a frente: aprendam a nadar, meninos! Procurem a essência das coisas!...
E «é trágico para quem vive em constante procura da essência das coisas, assistir, impotente, à dura realidade de uma Pátria a afastar-se da essência e a perder-se na imitação e na vulgaridade utilitárias. Porque não há nada que mais nos degrade do que esta entrega à idolatria da técnica e ao consumismo de massas, onde a preocupação dominante do negócio e a intensidade frenética da Vida aniquilam toda a inquietação espiritual» – lê-se na «Pré-face» desta Fratria, que quase parece testamento e eu prefiro chamar-lhe um testemunho gritante.
Pela palavra. Eterna! «No princípio era o Verbo»! No princípio, agora e sempre, Amigos!
A palavra que – como a Poesia – deve
Não queremos múltiplas «palavras sem sentido, usadas nos comércios diários dos interesses; utilizadas e deitadas fora, sem peso específico, sem leveza, sem valor».
Ouvimos, no vaivém das ondas e no piar descompassado das gaivotas, ecos de palavras outras… Coimbra, Lousã, Marão, Sintra, Cascais, terra e mar, cidade e montanha – no mesmo abraço fraternal. Porque, com as palavras do Carlos, com o olhar do Carranca, ousamos sonhar, ousamos resistir, ousamos ser… Humanidade!
Bem hajas, Amigo! O nosso aplauso, Professor!
Carlos Carranca - Frátria
CARLOS CARRANCA: PELA PALAVRA É QUE VAMOS!
José d'Encarnação
A madeira dos meus sonhos
É a minha cruz
Lousã, 27 de Dezembro de 2006)
Ainda não perdeu – apesar de tudo! – a capacidade enorme de sonhar grande. Para si, para os seus, para os seus estudantes, para o seu (e ainda nosso!) País!
Desde muito cedo que «o sonho lhe comanda a vida» e esse entusiasmo incute no dia-a-dia através da palavra – a palavra escrita e, sobretudo, a palavra falada/cantada, declamada.
Não foi, pois, sem emoção, sem grande emoção, que o ouvimos no recente serão evocativo de um 25 de Abril que parece fenecer e nós todos não queremos – de modo nenhum! – dele lavrar o epitáfio! Resistir foi a palavra de ordem que Carlos Carranca ali nos deixou, embora, como professor, tivesse querido que a mensagem tivesse ido para o ar na íntegra – pois que há que resistir, ainda que a madeira dos nossos sonhos seja também a nossa cruz.
Sonhos que, da serra da Lousã, agreste e fria; duma Coimbra antiga que, pouco a pouco, parece querer definhar e esquecer a década de 60 – Amor é uma palavra com saudade dentro… Sonhos que, vindos desses horizontes terrestres, aqui se espraiam no voo marítimo compassado e sereno das gaivotas, indiferentes à brisa cortante ou ao espedaçar das ondas no Mar do Inferno. Mar de gaivotas, mar de pescadores: tempo ingrato / o do pescador que se pesca / no engodo mais barato…
Casamento fecundo entre a Lusa Atenas e a vida cascalense. Entre uma Universidade vetusta e uma Escola de Teatro. Entre o Torga – De vez em quando / viam-no passar… / Com o seu olhar de bruxo / e o seu andar / de andas –, o seu e o nosso Torga, de gabardina coçada e caneta arguta («A pátria vista do cimo de um poema feito de pedras: xisto urze e vento»… O Tossan, o Carlos Paredes, o António Toscano, o Jorge Castilho (também ele um sonhador!) – exacto, Carlos, «Peregrinos»!... Resistentes!
Casamento entre esses e os que por cá se estabeleceram. O Fernando Lopes Graça, o Goes – «só a voz do Goes continuou perdida […] a lutar como se alguém a tivesse aprisionado»… Com visitações frequentes e imprescindíveis a Miguel de Unamuno, Agostinho da Silva, Pablo Neruda…
É uma comunhão, Carlos. Entretecida de afectos, cumplicidades, lutas – muitas lutas!...
E a sua Escola de Teatro!
Há, claro, a universidade em Lisboa; mas é com estes jovens da Escola de Teatro de Cascais que Carlos Carranca – sem necessidade de livros de ponto, de inquisições, de rigidez programática – dá livre curso à sua arte de ensinar a pensar. Através da precisão da palavra. Pensar! – um exercício que os novos ventos até gostariam de ver arredado das escolas e da Vida – e que Carlos Carranca teima (e muito bem!) a não deixar perder.
* * *
Já nem sei quando conheci Carlos Carranca. E confesso que nem quis dar-me ao trabalho de ir pesquisar arquivos para o saber. Há 15 anos? Há 20?... A impressão que tenho é que o conheço desde sempre! Porque desde logo nos irmanámos nos mesmos ideais, nos mesmos sonhos (cá está de novo a palavra, é irresistível), na mesma forma de encarar a docência, a vida e, até, a poesia, quer a dita «popular» (e o Carlos sempre me apoiou nessas lides) quer a mais elaborada mas nem por isso mais desgarrada do quotidiano.E esta vontade de pegarmos na juventude e a atirarmos para a frente: aprendam a nadar, meninos! Procurem a essência das coisas!...
E «é trágico para quem vive em constante procura da essência das coisas, assistir, impotente, à dura realidade de uma Pátria a afastar-se da essência e a perder-se na imitação e na vulgaridade utilitárias. Porque não há nada que mais nos degrade do que esta entrega à idolatria da técnica e ao consumismo de massas, onde a preocupação dominante do negócio e a intensidade frenética da Vida aniquilam toda a inquietação espiritual» – lê-se na «Pré-face» desta Fratria, que quase parece testamento e eu prefiro chamar-lhe um testemunho gritante.
Pela palavra. Eterna! «No princípio era o Verbo»! No princípio, agora e sempre, Amigos!
A palavra que – como a Poesia – deve
Precisamos que, com sonoridades fortes, a palavra e os discursos voltem a não soar a oco.agitar
inquietar
libertar!
Não queremos múltiplas «palavras sem sentido, usadas nos comércios diários dos interesses; utilizadas e deitadas fora, sem peso específico, sem leveza, sem valor».
* * *
Sentamo-nos num rochedo deste mar do Inferno, a orla marítima cascalense, Cabo da Roca, ao fundo, a apontar horizontes, aquele a cuja magia os próprios legados imperiais romanos não ousaram resistir e ali ergueram templo ao Sol e à Lua.Ouvimos, no vaivém das ondas e no piar descompassado das gaivotas, ecos de palavras outras… Coimbra, Lousã, Marão, Sintra, Cascais, terra e mar, cidade e montanha – no mesmo abraço fraternal. Porque, com as palavras do Carlos, com o olhar do Carranca, ousamos sonhar, ousamos resistir, ousamos ser… Humanidade!
Bem hajas, Amigo! O nosso aplauso, Professor!
Palavras ditas, em jeito de apresentação de Carlos Carranca,autor de Frátria, livro apresentado, a seguir, pela Dra. Maria Barroso.Cantou-se, depois, Coimbra – na melodia forte do seu fado inconfundível.
A sessão foi no Palácio Beau Séjour, da Câmara Municipal de Lisboa,ao fim da tarde de 20 de Maio de 2008.
Presentes mais meia centena de pessoas, entre as quais, Vasco Lourenço, Luiz Goes, a presidente da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa, a presidente da Sociedade da Língua Portuguesa…
domingo, 19 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Chico Buarque e Caetano Veloso - "Você não entende nada" - "Cotidiano" (1986)
Duas grandes estrelas que nunca é demais ouvir...e recordar em momentos como este!
Chico Buarque e Caetano Veloso - "Você não entende nada" - "Cotidiano" (1986)
Tenho o LP de "Caetano e Chico, juntos e ao vivo", com a gravação feita no Teatro Castro Alves, na Baia, em 10 e 11 de Novembro de 1972. Neste vídeo de 1986 revivemos dois desses clássicos destas duas fantásticas estrelas do firmamento brasileiro!!!
Chico Buarque e Caetano Veloso - "Você não entende nada" - "Cotidiano" (1986)
Tenho o LP de "Caetano e Chico, juntos e ao vivo", com a gravação feita no Teatro Castro Alves, na Baia, em 10 e 11 de Novembro de 1972. Neste vídeo de 1986 revivemos dois desses clássicos destas duas fantásticas estrelas do firmamento brasileiro!!!
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Francisco Martins em Guitarra de Coimbra - Variações em Fá Maior
Das coisas mais lindas que se fizeram para guitarra de Coimbra...
Francisco Martins em guitarra de Coimbra, acompanhado em guitarra clássica por Humberto Matias e Rui Pato, no tema "Variações em Fá maior ", da autoria de Francisco Martins, tema nº 7 do CD "Primavera 2" gravado para a Philips /PolyGram em 1996.
Francisco Martins em guitarra de Coimbra, acompanhado em guitarra clássica por Humberto Matias e Rui Pato, no tema "Variações em Fá maior ", da autoria de Francisco Martins, tema nº 7 do CD "Primavera 2" gravado para a Philips /PolyGram em 1996.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Uma relíquia - Serenata Monumental - 1964
João Farinha e António Bernardino - canto
Francisco Martins e José Ferraz - guitarra de Coimbra
Francisco Martins e José Ferraz - guitarra de Coimbra
Rui Pato - viola
sábado, 11 de janeiro de 2014
"Passo de Dança Nº1", de Francisco Filipe Martins
Uma pérola!
Paço de Dança nº 1 , de autoria de Francisco Martins, interpretado em guitarra portuguesa pelo autor, acompanhado à viola por Rui Pato e no violoncelo por Celso de Carvalho
Faz parte do LP " Canção da Primavera" gravado para a
Philips /PolyGram de 1986, reeditado em CD em 1998.
Paço de Dança nº 1 , de autoria de Francisco Martins, interpretado em guitarra portuguesa pelo autor, acompanhado à viola por Rui Pato e no violoncelo por Celso de Carvalho
Faz parte do LP " Canção da Primavera" gravado para a
Philips /PolyGram de 1986, reeditado em CD em 1998.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
"Despedida"_Francisco Filipe Martins (do CD "Primavera 2", de 1986)
Francisco Martins em guitarra de Coimbra, acompanhado por Manuel Rocha ( violino) , Rui Pato e Humberto Matias (Guitarra Clássica), no tema de sua autoria "Despedida"; tema nº 13 do CD "Primavera 2" gravado em 1986 pela Philips/PolyGram.
Imagens de Coimbra
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| Francisco Martins e Rui Pato |
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Conservatório De Música Olhão - Ave Maria (Robert Prizman)
Concerto de Natal do Conservatório de Música de Olhão (19-12-13)
Igreja Matriz de S. Brás de Alportel
Ave Maria (Robert Prizman)
Coro Infantil - direcção de Ana Moura
C.Cameira (órgão)
M. Lopes (violino)
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